<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557</id><updated>2011-07-08T03:09:19.523-07:00</updated><title type='text'>Homilias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pe-elias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-8809971529354140088</id><published>2010-06-12T08:01:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T16:11:35.525-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;XI DOMINGO DO TEMPO COMUM&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;( Lc 7, 36 - 50 )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;"E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.&lt;br /&gt;E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com perfume;&lt;br /&gt;E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o perfume.&lt;br /&gt;Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.&lt;br /&gt;E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.&lt;br /&gt;Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, e outro cinqüenta.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?&lt;br /&gt;E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.&lt;br /&gt;E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos.&lt;br /&gt;Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.&lt;br /&gt;Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com perfume.&lt;br /&gt;Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.&lt;br /&gt;E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.&lt;br /&gt;E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?&lt;br /&gt;E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;"Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;       Ora, isso nos deve lembrar que nunca devemos recusar a um convite para estar com as pessoas; jogar fora uma oportunidade de conviver com os outros, de sentar-nos à mesa com eles, ampliar nossos relacionamentos e, sobretudo, partilhar uma refeição: um almoço, um jantar, um lanche ou um café, que seja. Afinal, a mesa não é apenas um utensílio doméstico que serve para acomodar-nos a nós e aos nossos pratos. Ela é, principalmente, um lugar de encontro, de troca, de diálogo, de partilha e convivência. Inclusive, muitas vezes, numa mesa, se alimenta muito mais o espírito do que o corpo. Como dizia Jesus: "nem só de pão vive o homem". Aliás, a dispersão e o esvaziamento das mesas das nossas casas, são coisas bastante representativas da dispersão e esvaziamento que vivem nossas famílias, no mundo atual.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;       Depois, o fato de Jesus ter aceitado o convite daquele fariseu, revela-nos a importância que dá às pessoas no todo e a cada uma delas em particular. Afinal de contas, cada ser humano é uma exclusividade, um milagre vivo, um ser único e um segredo a ser desvendado. Logo, devemos, também nós, aproveitar ao máximo, toda e qualquer ocasião de encontro que tivermos com as pessoas e, mais do que isso, devemos, sempre que possível, tomar a iniciativa de tais encontros, na qualidade de seus protagonistas. Cada pessoa que encontramos representa uma oportunidade de crescimento na vida. Assim sendo, temos diante de nós, mais de seis bilhões de oportunidades de crescimento. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;       Por exemplo, nas viagens que empreendermos, vale a pena focar toda a nossa atenção nas pessoas dos lugares para onde formos; não apenas em prédios, monumentos, ruas, paisagens e museus. São as pessoas, antes de qualquer outra coisa, o que de mais interessante podemos conhecer em qualquer lugar do mundo a que cheguemos, desde as terras mais distantes às calçadas do nosso vizinho ao lado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;       É bem verdade que estamos sozinhos na nossa unicidade e irrepetibilidade, mas os outros são indispensáveis para podermos crescer, para nos confrontarmos com eles, para aprendermos a partilhar. E, mais ainda, as pessoas que encontramos na vida constituem um significado particular e vital, de guia e orientação, de um sentido formativo, essencial e pessoal; inclusive, aquelas pessoas de quem não gostamos, que nos desagradam e nos causam problemas. Elas, também, tornam-se parte integrante do significado que damos a nós mesmos e à nossa existência. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;       Portanto, podemos dizer que precisamos das pessoas exatamente como elas são e do jeito com que se apresentam para nós, na sua expressão mais diversa. Cada uma delas nos provoca de uma forma bem distinta e exige de nós uma reação diferente na vida. E são essas nossas reações, nossas respostas, atitudes e pensamentos frente aos problemas provocados pelos outros, que nos irão mostrar e revelar a nossa verdadeira personalidade e, por fim, nos dirão quem somos nós, de verdade. Logo, os problemas que as pessoas nos suscitam, são, na realidade, sinais e provas, através das quais exercemos o nosso único e verdadeiro poder, o poder de enfrentá-los. Somente vivendo os problemas com os quais nos deparamos, é que vamos formando e assumindo a dignidade de ser pessoas. Pessoas, e não vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;CONTINUA...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-8809971529354140088?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8809971529354140088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8809971529354140088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2010/06/xi-domingo-do-tempo-comum-lc-7-36-50-e.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4077826887465144650</id><published>2010-06-04T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T00:37:32.087-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;X DOMINGO DO TEMPO COMUM&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;( Lc 7, 11-17 )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;No evangelho deste domingo, Jesus devolve a vida a uma pessoa que traz consigo algumas particularidades: é jovem, filho único e sua mãe é viúva. São detalhes que precisam ser levados em consideração quando buscamos construir a mensagem desse texto para nossas vidas. Afinal, a história de cada um de nós é sempre feita de detalhes, de pormenores, de coisas aparentemente insignificantes que, entretanto, não podem deixar de ser vistas com a melhor das atenções, sob pena de perdermos a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1.&lt;/span&gt; Primeiro, ao devolver a vida a um jovem (alguém de pouca idade), Jesus parece nos dizer que, apesar de sermos todos igualmente vulneráveis, independentemente da idade que temos, e de podermos morrer a qualquer momento, a vida foi feita para ser plenamente vivida. E, aqui, neste 'plenamente', inclui-se, não apenas a dimensão da qualidade e intensidade com que se deve viver cada momento da vida; mas, também, da necessidade de prolongá-la o mais possível, quantitativamente falando, no tempo e no espaço. Aliás, a quantidade não está e, jamais esteve, necessariamente, do lado oposto da qualidade e vice-versa. Como se uma, para existir, tivesse que dispensar a presença da outra; ou, como se a outra fosse, naturalmente, um obstáculo à primeira. As coisas não são bem assim; não devemos criar oposição onde não há oposição. É bem verdade que sempre devemos fazer as coisas que fazemos com a máxima qualidade com que possam ser feitas. Todavia, é igualmente verdadeiro e desejável que possamos estender essa qualidade à maior quantidade possível de coisas que realizamos e, preferentemente, no maior espaço de tempo que possamos alcançar. Assim sendo, qualidade e quantidade, apresentam-se, para nós, como valores complementares, e não, como realidades opostas. Uma não necessita, obrigatoriamente, da outra. Mas, nós necessitamos de ambas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;É nessa perspectiva que os orientais nos dizem que, se por um lado, o fato mais importante da existência de um ser humano é a sua morte, o coroamento, por assim dizer, de toda uma caminhada; por outro lado, dizem-nos também, que nada de mais lamentável pode acontecer a alguém, do que morrer jovem, ou seja, do que não ter construído ainda, propriamente, uma caminhada para coroar. (Particularmente, já perdi pai e mãe. Sofri muito com a morte deles. Porém, nada comparável à dor que experimentei quando da morte do meu irmão, mais novo do que eu, com apenas quarenta anos de idade, vítima de acidente automobilístico. A sensação não é outra, senão, a de que a vida foi tirada quando ainda queria ficar e, pior do que isso, quando ainda precisava ficar e poderia ter ficado. Bastava, quem sabe, um pouco mais de atenção e cuidado).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Desse modo e, - naturalmente, sem querer tirar da vida e da morte, o mistério que lhes é próprio - ao trazer um jovem de volta à vida, Jesus coloca as coisas nos seus devidos lugares, resgata a lógica natural do viver e do morrer e nos ajuda a compreender, de uma vez por todas, o quanto é importante saber viver plenamente, utilizando-nos ao máximo dos potenciais do tempo e do espaço, como aliados importantíssimos no cumprimento da nossa missão de bem viver. Isto significa que devemos procurar fazer de cada momento da nossa vida, um momento de felicidade. Mas, significa, também, que devemos nos empenhar para que essa felicidade de cada momento, nos possa acompanhar por muitos e longos anos. E, assim, poderemos unir o útil ao agradável, a quantidade à qualidade, o pequeno ao grande, o tempo à eternidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2.&lt;/span&gt; Em segundo lugar, o fato do destinatário do milagre desse evangelho tratar-se de um filho único, vem confirmar, na pessoa de Jesus, a importância de se preservar a família, como valor fundamental para toda a humanidade. Um valor que ultrapassa, naturalmente, toda e qualquer dimensão que se queira meramente religiosa. Ou seja, a partir do instante que se dá o milagre, aquela mãe, mesmo já tendo perdido seu marido, volta a gozar da presença viva do filho e, precisamente por isto, volta a viver em família. Ora, quando homem e mulher se casam, formam um casal. E, graças a Deus, temos muitos, bons e exemplares casais. Porém, somente quando um casal gera filhos, é que se configura, na prática, a existência de uma família, no sentido verdadeiro do termo. Acontece que, no mundo de hoje, há cada vez menos famílias, ainda que o número de casais esteja sempre em ascendência. Por exemplo, na Europa, a grande maioria dos novos casais, tem optado, deliberadamente, por não ter filhos; e os que fazem diferente, se decidem, quando muito, por um ou dois filhos, ainda que reúnam todas as condições necessárias para o bom sustento de uma família maior. E esta tem sido a tendência mundial, verificada com maior ou menor frequência, em todos os países. O resultado disto já estamos vendo: uma sociedade cada vez mais envelhecida, triste, sem crianças e sem perspectivas de futuro. Em outras palavras, uma humanidade em vias de extinção. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vale ressaltar que não estamos, aqui, fazendo apologia daquela idéia do sexo no casamento somente com finalidade de procriação ou coisa do gênero. E, nem de longe, somos favoráveis a uma natalidade a qualquer custo, muitas vezes, fruto de uma atitude irresponsável, que põe crianças inocentes no mundo, sem lhes dar as condições, sequer de sobrevivência. A realidade se apresenta muito mais grave. O que estamos vendo hoje é uma quantidade exorbitante de casais cristãos (para não falar dos outros) que se utilizam do sexo e do casamento, única e exclusivamente, para seu próprio prazer, bem estar pessoal e comodidade de vida, enquanto casal; uma atitude extremamente egoísta que, por si mesma, constitui-se em radical negação dos valores essenciais da família; valores estes, os quais prometeram defender diante do altar, no momento em que contraíram o matrimônio. Ora, se é assim que vivenciamos o nosso matrimônio cristão, que argumentos possuímos para criticar aqueles que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3.&lt;/span&gt; Em terceiro lugar, a mãe do jovem a quem Jesus devolve a vida, é uma viúva. Ora, no Antigo Testamento, o órfão, o estrangeiro e a viúva eram, exatamente, as categorias de pessoas citadas, quando se queria falar dos pobres. Os profetas não se cansavam de anunciar que a religião que agradava verdadeiramente a Deus, era fazer justiça ao órfão, à viúva e ao estrangeiro. A viúva é, portanto, nessa perspectiva, juntamente com o órfão e o estrangeiro, a expressão maior da pobreza, do desamparo, da solidão, da carência, da fragilidade... enfim, de tudo aquilo que reclama por mudança e por melhores dias. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Jesus, indo ao encontro desta viúva e socorrendo-a prontamente, confirma sua opção preferencial pelos pobres e sofredores do mundo. Não que eles sejam melhores do que os outros, mas, simplesmente, por serem mais carentes e desprovidos das condições e meios humanos mais elementares para viver com dignidade. Na verdade, toda a Sagrada Escritura, do princípio ao fim, apresenta o Reino de Deus como pertencente a duas classes de pessoas: os pobres e os amigos dos pobres; ou seja, aqueles que, mesmo não sendo pobres, fazem da causa destes, as suas próprias causas e sabem ser solidários a eles. Aliás, só vale a pena ter alguma coisa, se somos capazes de colocar a serviço de quem não tem e, dessa forma, contribuir para melhorar o mundo. Do contrário, a riqueza pela riqueza, apenas satisfaz a nossa vaidade, alimenta nossa ilusão e confirma nossa ignorância sobre a vida. Então, podemos dizer que a opção de Deus é, preferencialmente, pelos pobres e, fundamentalmente, contra a pobreza; pobreza esta, aqui entendida enquanto carência dos recursos minimamente necessários para se ter uma vida digna.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Na verdade, não está no desejo de Deus, um mundo de ricos e pobres; menos ainda, de ricos cada vez mais ricos às custas de pobres cada vez mais pobres. Tanto a pobreza extrema quanto a riqueza sem limites, são desumanas e desumanizantes, fazendo vítimas em ambos os lados: a uns, pela falta e, a outros, pelo excesso. É imprescindível que os pobres saiam da sua condição de carência e que os ricos desçam do seu pedestal de auto-suficiência, a fim de que possam viver verdadeiramente como irmãos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Alguém já dizia: "quando um rico dá ao pobre, não é partilha, é devolução; e quando um pobre dá ao rico, também não é partilha, é servidão. A partilha só acontece entre seres humanos que se sabem irmãos". Portanto, é urgente que recuperemos a nossa consciência de irmãos que somos e procuremos viver como tais. Nesse sentido, todos devemos concordar que há, naturalmente, diante de nós, um longo e difícil caminho a ser percorrido. Que Deus nos ajude!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4077826887465144650?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4077826887465144650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4077826887465144650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2010/06/x-domingo-do-tempo-comum-lc-7-11-17.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-5981193900206923857</id><published>2010-06-01T09:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T09:44:03.630-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;FESTA DO CORPO E SANGUE DE CRISTO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;(Lc 9, 11b-17)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;A festa de hoje é uma ótima oportunidade para se refletir sobre o Sagrado Mistério da Eucaristia, ou seja, a presença de Jesus Cristo nas espécies do pão e do vinho consagrados. Talvez, seja esta a festa mais católica das católicas, uma vez que celebra uma das verdades mais peculiares da fé da nossa igreja. Permitam-me, portanto, chamar a atenção de todos para um e, somente um, aspecto importante, dentre tantos outros que podem e devem ser considerados:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Trata-se da necessidade imperiosa de sabermos que a Eucaristia não é, simplesmente, a celebração de um acontecimento memorável, ou uma representação puramente simbólica da última ceia de Cristo com seus discípulos ou, menos ainda, uma espécie de encenação teatral para retratar esse conhecido evento bíblico. Escrevo isto, por saber que é deste modo que muitos falam da Eucaristia e assim a interpretam, sobretudo, no âmbito das diversas igrejas cristãs, protestantes e evangélicas. Ora, para nós católicos, com o devido respeito aos irmãos de outras denominações, não deve haver margem para qualquer dúvida quanto a este assunto. Em se tratando da Eucaristia, acreditamos piamente na presença real, viva e verdadeira de Jesus Cristo, seu Corpo e seu Sangue, sob as espécies do pão e do vinho consagrados, todas as vezes que se celebra uma missa. Sabemos, ainda, que é esta a maior herança espiritual que possuímos, motivo de grande alegria e esperança para todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ademais, este não é, definitivamente, um assunto decidido, para o sim ou para o não, por uma vontade meramente humana. Não são os ministros de um lado e outro destas igrejas que vão estabelecer quem está certo ou errado sobre esse tema. Aliás, se assim o fosse, argumento por argumento, existem às pampas, de parte a parte e, diga-se de passagem, todos muito interessantes e bastante convincentes. Do lado da Igreja católica, tampouco, estamos diante de uma verdade criada e proclamada pela força e autoridade dos papas, bispos ou teólogos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em realidade, é o próprio Deus quem se encarrega, pessoalmente, de dirimir toda e qualquer dúvida a respeito da Eucaristia, através de numerosos e incontestáveis Milagres Eucarísticos, observados ao longo da história. Afinal, sabe-se, hoje, que o Milagre é o único argumento necessário e suficiente; uma autêntica 'prova dos nove', diante da qual os argumentos se desfazem. Eis alguns deles (que podem, inclusive, ser pesquisados na internet):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a) Lanciano - Itália, ano 700:&lt;/span&gt; Um monge basiliano tinha dúvidas sobre a Eucaristia. Enquanto celebrava, no momento da elevação, o pão se transforma em carne e o vinho em sangue. Após mil e trezentos anos, todas as análises do material confirmam que a carne é carne humana, do músculo cardíaco; e que o sangue é do mesmo grupo sanguíneo da carne, tipo AB; o mesmo encontrado nas partículas de sangue do Sudário de Turim (tipo sanguíneo da maioria do povo judeu). O sangue coagulou-se e mantém-se conservado, juntamente com a carne, por quase treze séculos, até hoje, sem uso de qualquer produto químico.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;b) Santarém - Portugal, ano 1247:&lt;/span&gt; Uma senhora leva uma partícula consagrada, que não comungou, propositadamente, para que uma bruxa fizesse um feitiço que pudesse mudar a conduta devassa do seu esposo. A hóstia sangrou e manchou o seu vestido, enquanto caminhava para sua casa. Lá chegando, envolveu-a numa toalha branca e a guardou num baú, no seu quarto. A hóstia passou a noite inteira produzindo uma radiação luminosa que clareava toda a casa. Atualmente, aquela casa é uma igreja diocesana muitíssimo visitada por peregrinos de todo o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;c) Regensburg - Alemanha, ano 1257:&lt;/span&gt; As mãos de um crucifixo em cima de um altar, puxam a hóstia consagrada das mãos de um sacerdote que, reconhecidamente, duvidava da Eucaristia. Tornou-se a Capela da Cruz e fica, hoje, na Bavária.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;d) Seefeld - Austria, ano 1384:&lt;/span&gt; O guardião de um castelo, chamado Knight Milser, exigiu, pelo poder das armas, que o sacerdote celebrante lhe desse a hóstia grande para comungar. Quando nela tocou, o chão se partiu sob seus pés e ele afundou até os joelhos. Implorou ao sacerdote que retirasse a hóstia da sua boca, pois estava sufocado. O padre assim o fez e, só então, o chão voltou ao normal. Em 1984, na Igreja de São Osvaldo, celebraram-se os seiscentos anos desse milagre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;e) Faverney - França, ano 1600:&lt;/span&gt; Na Igreja de N. Sra. de la Blanche, houve um incêncio. A única peça que não se deixou consumir pelo fogo, foi um ostensório que estava no altar, com o Santíssimo Sacramento exposto. Elevou-se e ficou suspenso por cerca de trinta e três horas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;É sempre bom dizer que todos estes Milagres aqui apresentados, resumidamente, e outros tantos similares espalhados pelo mundo inteiro, foram testemunhados por centenas de pessoas, as quais deixaram oficialmente firmado, tudo o que viram e ouviram, nas dadas ocasiões. Além de que, trata-se de relatos históricos passíveis de investigação e estudo por quem se interessar possa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Estes relatos e tantos outros que poderíamos aqui apresentar, nos permitem concluir sobre o quanto nós católicos somos muitíssimo privilegiados, uma vez que, em cada missa, podemos presenciar, pessoalmente, a realização de um milagre verdadeiro, o qual converte pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo, trazendo Deus para bem perto de nós e, sobretudo, após a comunhão, levando-O ao lugar onde Ele sempre quis estar e de onde nunca quis sair: dentro de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-5981193900206923857?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5981193900206923857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5981193900206923857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2010/06/festa-do-corpo-e-sangue-de-cristo-lc-9.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-7290037122723532355</id><published>2010-05-27T06:26:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T09:57:46.709-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINTADE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;(Jo 16,12-15)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Para muito além da narrativa do evangelho de hoje e das diversas possibilidades interpretativas que ele nos possa oferecer, somos desafiados a refletir sobre uma verdade contundente da nossa fé, que nos interpela a todos, continuamente. Trata-se do dogma da Santíssima Trindade. Definitivamente, este não é um tema fácil de ser abordado e de ser compreendido, pelo menos, no que toca à nossa inteligência racional. Todavia, acredito que, se formos capazes de deixar de lado a nossa tentação de buscar sempre o "por quê" de tudo e, diferentemente, focar nossa atenção no "para quê", com certeza poderemos enxergar uma dimensão marcadamente pedagógica e enormemente instrutiva, na festa da trindade que hoje celebramos. Nessa perspectiva, a trindade nos faz 3 apelos fundamentais, quais sejam:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;1º) O apelo da integração, da comunhão, da unidade:&lt;/span&gt; São três pessoas distintas, numa única natureza divina, revelando-nos que Deus é comunidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Isso nos aponta para as conclusões a que muitos estudiosos e pesquisadores acerca do ser humano, já nos disseram, nesses últimos tempos: "O maior desejo do homem, quer ele saiba ou não, é o desejo de unidade, de comunhão, de integração". Afinal, fomos feitos não apenas para viver, e sim, para conviver; não somos auto-suficientes e necessitamos, o tempo inteiro, do complemento uns dos outros, da troca, da convivência, da interação. E esta dimensão comunitária da vida humana vê-se reforçada radicalmente na imagem da trindade, à medida que o nosso Deus faz-se três em um só. Este é um forte apelo à consciência da inseparatividade. Não somos separados de nada e de ninguém. Na vida, tudo está relacionado com tudo e todos com todos, de tal forma que, se não estivermos atentos a isto, poderemos colocar tudo a perder, uma vez que já está mais do que provado que é impossível a alguém ser feliz sozinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Sendo assim, resta-nos observar as diversas etapas que se fazem necessárias para que alcancemos este ideal de unidade tão almejado. Vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Primeiro, devemos buscar construir unidade conosco, de cada um para consigo mesmo. Trata-se de fazermos as nossas "bodas internas"; reconhecer as nossas múltiplas dimensões e procurar integrá-las; desenvolver os nossos muitos potenciais e, ao mesmo tempo, reconhecer os nossos limites, aceitando-os e aprendendo a conviver com eles. Trata-se, também, de acolher o que se encontra em conflito dentro de nós: pensamentos, sentimentos, desejos, tensões, etc. Enfim, fazer as pazes com as nossas imperfeições.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Segundo, devemos buscar construir unidade com o nosso meio-ambiente, ou seja, aprender a cuidar do universo em que habitamos, da nossa casa comum que é o planeta terra. Trata-se de um apelo ecológico profundo e muitíssimo atual. Afinal de contas, nunca a vida na terra esteve tão ameaçada como agora. E as consequências da interferência nociva do homem, no âmbito da natureza, estão aí, cada vez mais graves. Só não vê quem não quer.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Terceiro, devemos construir unidade de cada um de nós com o outro, com as pessoas em geral. Como dizia São Paulo: "Somos membros de um mesmo corpo". Portanto, não há nenhuma razão para nos sentir separados das pessoas e, menos ainda, para viver como se os outros não existissem. Estamos o tempo todo implicados uns nos outros. Aliás, neste particular, não existem dois lados, o meu e o dos outros. Todos os lados são o mesmo lado, são o meu lado. Logo, o que acontece de mau ou de bom a um de nós, mais cedo ou mais tarde, chega a todos nós. Trata-se aqui, da necessidade de cuidarmos bem uns dos outros. Só assim, estaremos cuidando, verdadeiramente, de nós próprios.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por último, criar unidade com Deus. Trata-se de reconhecer e acolher em nós, a nossa dimensão transcendental, infinita, divina. Afinal, somos maiores e melhores do que somos. Deus é algo que não pode não ser e a consciência dessa verdade é, fundamentalmente, a diferença que pode fazer a diferença em nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;2º) O apelo da diferenciação, da distinção, da individualidade:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Um Deus que é um, sem deixar de ser três. Quer dizer: uma só natureza divina, sem deixar de ser três pessoas distintas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Eis, aqui, o grande desafio da vida humana: viver a comunhão, sem perder a individualidade; viver o que é de todos, sem deixar o que é nosso, o específico de cada pessoa. Aliás, somos todos únicos e exclusivos. Não há ninguém igual a ninguém. Portanto, neste particular, não temos o direito, nem o dever, de copiar quem quer que seja. Deus nos fez irrepetíveis e, neste prisma, insubstituíveis. Assim, quanto mais diferentes formos, mais iguais e mais parecidos nos tornamos e, desse modo, mais fiéis à nossa vocação original. Cada um de nós tem um caminho a seguir, uma palavra a dizer, uma tarefa a realizar, uma missão a cumprir. E isto, nenhuma outra pessoa poderá fazer em nosso lugar, por mais que nos seja próxima e esteja intimamente ligada a nós. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Trocando em miúdos, este é, por exemplo, um dos maiores desafios que se apresentam para o casamento, na atualidade: não permitir que a união do casal anule a dimensão individual dos respectivos cônjuges. Se isto acontece, mais cedo ou mais tarde, a relação se torna insustentável. Em outras palavras, o desafio para ambas as partes, é aprender a ser para o outro, sem deixar de ser para si mesmo. Inclusive, o amor ao outro é sempre a capacidade real de aceitá-lo na sua diferença, naquilo que é o seu específico, na sua individualidade. Ao contrário, se amo uma pessoa pelo fato dela ser para mim, tão somente, o que quero e espero dela, na verdade, amo a mim mesmo e a mais ninguém. Aliás, na sociedade atual, cada vez menos, as pessoas estão dispostas a sacrificar sua vida pessoal. E este é um dos aspectos positivos dos nossos tempos: o resgate da individualidade (diferente do individualismo, que é, por assim dizer, a patologia da individualidade). Trata-se, em suma, da arte de saber unir e separar, identificar e desidentificar, entregar e resgatar, ir e voltar, em tudo na vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ainda, seguindo este raciocínio, num nível mais abrangente, este é, também, o maior drama dos países que adotaram o totalitarismo de Estado (China, Coreia do Norte, Cuba...). Em todos eles, salvaguardando as especificidades de cada um, não há espaço para o desenvolvimento da subjetividade, da diferença. O Estado, via de regra, é quem decide como as pessoas devem viver, o que devem fazer e, às vezes, até mesmo, o que devem vestir e comer. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Por esse pecado, creio eu, é que todos os regimes totalitários ainda existentes, encontram-se, irremediavelmente, condenados ao fracasso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;3º) O apelo da amplitude, da evolução e dinamicidade da vida:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Um Deus que é, simultaneamente, três pessoas distintas, sem deixar de sê-lo, concretamente situado, em cada momento da história.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;A trindade nos ensina que o nosso Deus é um Deus que evolui no tempo e no espaço. Ou seja, Ele sabe ser Deus para cada momento distinto da história do mundo e dos homens. Assim, quando o mundo precisa de um Deus-Pai-Criador, Ele se apresenta como tal; quando o mundo necessita de um Deus-Filho-Redentor, lá está Ele, em carne e osso, na pessoa de Jesus Cristo. E, por fim, quando necessitamos da sua presença permanente em nós, na qualidade de um Deus-Espírito-Consolador, Ele nos oferece o seu Espírito Santo. Nessa perspectiva, a trindade apresenta-se para nós como um Deus dinâmico, que evolui na nossa evolução; atento à caminhada do seu povo e sempre capaz de responder com indiscutível atualidade, aos atuais desafios da história como um todo, e às circunstâncias bem concretas de cada ser humano, em particular.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Creio que, a partir disto, podemos deduzir que a existência trinitária de Deus é, para todos nós, certeza e garantia da sua presença contínua em nossas vidas, respeitando-nos e acolhendo-nos, incondicionalmente, do jeito que somos e nas diferentes circunstâncias que nos acompanham a cada instante, sejam elas boas ou ruíns, positivas ou negativas, divinas ou diabólicas. Nada disso importa. Deus é Deus e pronto: a presença mais antiga no universo e, ao mesmo tempo, a mais recente de todas as presenças, 'novinha em folha'. Um Deus que sempre soube ser diferente (trinitário) e, isto, talvez, com o único propósito de nos acolher, amorosa e inteiramente, nas nossas diferenças. Portanto, nesta imensa grandeza trinitária de Deus, cabemos todos nós, com tudo que temos e em tudo que somos, ontem, hoje e sempre. Quando caminhamos e quando paramos, quando acertamos e quando erramos, quando brilhamos e quando fracassamos... não importa o que nos aconteça agora ou o que nos tenha acontecido no passado. Importa-nos saber, simplesmente, que Ele está aqui e lá. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-7290037122723532355?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/7290037122723532355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/7290037122723532355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2010/05/domingo-da-santissima-trintade-jo-1612.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-8274252175923395150</id><published>2010-05-20T06:01:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T13:50:55.019-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;DOMINGO DE PENTECOSTES &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Jo 20,19-23)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;A primeira cena do evangelho de hoje, diz respeito ao sentimento de medo que toma conta dos discípulos ("...estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam..."). Ora, o medo é, sem dúvida, a condição em que tem vivido a humanidade inteira e cada pessoa em particular. Podemos até dizer que nossa vida, via de regra, tem sido uma espécie de ilha cercada de medo por todos os lados; medo da doença, da solidão, da pobreza, da velhice, do desamparo, dos assaltos, de bichos, de fantasmas, da morte... medo de tudo. Assim sendo, o medo, do ponto de vista do evangelho, apresenta-se como o primeiro grande obstáculo para a chegada do Espírito Santo em nós. É, por assim dizer, o contrário mesmo da própria fé, como indagava Jesus aos discípulos: "homens de pouca fé, por quê têm medo"?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Neste sentido, o primeiro passo a ser dado em busca da superação deste obstáculo concreto, talvez, seja o reconhecimento e aceitação dos nossos medos como coisa nossa, como algo que nos pertence e, como tal, não pode ser, jamais, ignorado ou negligenciado por nenhum de nós; ou seja, não devemos viver como se os nossos medos não existissem. Afinal, na maioria das vezes, aquilo que mais tememos é aquilo de que mais temos necessidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Num segundo momento, uma vez conhecidos os nossos medos pessoais, precisamos saber se são reais ou fictícios; se têm fundamento ou se constituem, apenas, frutos da nossa imaginação. Trata-se aqui, de fazermos uma triagem, um discernimento crítico e criterioso, um "enxugamento" dos nossos medos, reduzindo-os ao máximo. Isto, tendo em vista o fato da nossa mente gostar muito de alimentar temores imaginários e, ainda, o quanto nossa imaginação exerce uma forte influência sobre nossa vida e a forma como agimos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em terceiro lugar, devemos enfrentar nossos medos, não deixar que nos paralizem. Isto significa dizer que não podemos deixar de fazer o que temos de fazer na vida, por causa dos nossos medos. Esta é uma maneira de falar que precisamos ter coragem. Entretanto, ter coragem não é não ter medo, e sim, fazer o que tem de ser feito, apesar do medo. Portanto, a coragem não é, em nenhum momento, a negação do medo; é, antes, a consciência da sua presença real, acompanhada da capacidade de ultrapassá-lo. Trata-se da necessidade de sermos, cada vez mais, senhores e senhoras de todas as nossas ocorrências, inclusive dos nossos medos. Aliás, se formos fazer uma análise mais profunda, perguntando-nos sobre o que tememos de verdade ou sobre o que, de fato, podemos perder, logo concluiremos que não há nenhuma razão maior que justifique o nosso medo. Afinal, o que podemos perder na vida de tão importante, senão, apenas, ilusões e nada mais?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Um quarto e último passo que podemos dar em busca de superação dos nossos medos é, sem dúvida, procurar, de uma vez por todas, o caminho do auto-conhecimento. Sabemos hoje que, em geral, nossos medos nos revelam um profundo desconhecimento sobre nós mesmos. Sendo assim, conhecer-nos mais e melhor constitui-se o remédio mais eficaz contra todo tipo de medo que nos possa incomodar. Jesus Cristo já nos dizia para não temermos os que matam o corpo, mas nada podem fazer contra a alma. Ou seja, ninguém jamais poderá fazer nada de mal contra nós, ainda que nos mate, pois a vida pertence a Deus e somente a Ele. O mesmo Jesus nos falava: "quanto a vós, até os cabelos de vossa cabeça estão contados". Ora, será que pode existir algo mais insignificante do que um fio de cabelo da nossa cabeça? Entretanto, até disso, Deus cuida. Portanto, se nos conhecemos bem, na condição de filhos muito amados de Deus, destinatários de todos os cuidados divinos, certamente substituiremos o temor pela confiança. Doravante, confiemos e não temamos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O evangelho, em seguida, nos mostra que o segundo grande obstáculo à chegada do Espírito Santo em nós, é a ausência de paz, a agitação, a correria, o estresse... ("Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: a paz esteja convosco"). E, logo à frente, o evangelho continua: "novamente Jesus disse: 'a paz esteja convosco'. Assim como o Pai me enviou, eu também os envio".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Curiosamente, Jesus deseja, por duas vezes seguidas, a paz aos seus discípulos e, somente depois, é que os envia à missão. Assim sendo, podemos facilmente concluir que, se não estivermos em paz, não poderemos ser enviados, não teremos condições de cumprir a nossa missão, de realizar nossa tarefa no mundo. Entretanto, a paz oferecida por Cristo, não é uma pura e simples ausência de conflitos; é, antes, uma meneira toda especial de lidar com eles. Nisto, vemos que a paz de Cristo é bem diferente da paz do mundo, conforme Ele mesmo nos assegurou, quando disse: "deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo". E uma das provas disto, é que os díscípulos nunca mais tiveram sossego na vida, depois de terem recebido aquele anúncio de paz. Logo, a paz de Cristo, a verdadeira paz, não é algo que se percebe, necessariamente, fora de nós, e sim, uma qualidade interior, uma conquista da alma. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nessa perspectiva, de nada adiantarão os nossos esforços em busca de paz, se não tivermos um coração apaziguado, se não tivermos uma certa ordem em nosso mundo interior. Sabemos que há muita agitação, muitos conflitos dentro de nós; são pensamentos, sentimentos, desejos, instintos, paixões, etc., geralmente, distintos e contraditórios, que se chocam entre si e insistem em nos levar de um lado para o outro da vida, fazendo-nos perder de nós mesmos. Aí é que se dão as maiores guerras, maiores e mais arrebatadoras do que as do Irã contra o Iraque, ou da Palestina contra Israel. Aliás, todos estes conflitos externos que vemos espalhados mundo afora, as guerras que tanto repudiamos, não são outra coisa, senão, a extensão das perturbações que vivenciamos por dentro, no nosso universo interior. É lá que tudo se inicia. Logo, se páram dentro, páram fora, mais cedo ou mais tarde.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O terceiro obstáculo à chegada do Espírito Santo em nós, ainda segundo o evangelho de hoje, é a nossa ignorância sobre pecado e perdão ("Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos").&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Com isto, Jesus nos lembra que, quando paramos nos pecados, eles também nos paralizam. Porém, quando perdoamos, nos permitimos avançar e conseguimos viver, apesar deles. Em outras palavras, só podemos receber o Espírito Santo em nós, se formos capazes de reconhecer e aceitar a nossa condição própria de pecadores; ou seja, de não alimentar ilusões quanto à nós mesmos. Trata-se de começar a viver pelo que somos, por inteiro, sem reservas, sem falsas vergonhas, sem lamentos e sem pesares. Como já dizia alguém: "a minha sabedoria está em aceitar não ser o santo que eu gostaria de ter sido, aceitar o fracasso que fui ou que sou".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nesse sentido, podemos dizer que pecar ou não pecar, não é o mais importante. Afinal, todos pecamos. O fundamental é nunca deixar de saber que tudo tem um propósito, que nada existe ou acontece em vão, inclusive os nossos pecados. Por mais incrível que pareça, o mundo precisa de cada um de nós, como cada um é. O universo necessita dessa variedade de comportamentos, dessas atitudes opostas, desses muitos conflitos éticos, dessas opiniões e vivências distintas. Se o mundo nos quisesse outros, nos teria feito outros. Mas, não. Fez-nos assim, do jeito que somos. E não pensem que isto é conformismo ou acomodação; muito pelo contrário: é caminho de evolução. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Desse modo, podemos afirmar que nossos pecados não constituem e, nunca constituíram, nenhum impedimento ou obstáculo à presença e atuação do Espírito Santo em nossas vidas. Antes, reconhecê-los e aceitá-los, é ser capaz de oferecer ao Espírito Santo um material humano verdadeiro, sem falsificação, uma matéria prima de primeira qualidade, na qual Ele (O Espírito) poderá soprar sem qualquer reserva. Pois, na verdade, Deus trabalha conosco, sempre a partir do que somos e somente assim; levando em conta os nossos limites, respeitando-os e possibilitando-nos ultrapassá-los, permanentemente, se assim o desejarmos. Oxalá que o desejemos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-8274252175923395150?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8274252175923395150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8274252175923395150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2010/05/pentecostes-jo-2019-23-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-2782375242359704489</id><published>2009-12-02T19:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T15:43:52.685-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-2782375242359704489?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/2782375242359704489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/2782375242359704489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/12/estimados-leitores-sei-do-quanto-estou.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-7989341399718995451</id><published>2009-10-31T07:11:00.000-07:00</published><updated>2009-11-02T04:21:59.737-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;DOMINGO DE TODOS OS SANTOS (Mt 5,1-12a)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; As bem-aventuranças do evangelho são uma promessa de felicidade, de plenitude e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;de santidade.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em hebraico, bem-aventurado tem o sentido de 'e&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;star em marcha', '&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;estar a caminho'. N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;esta perspectiva, poderemos traduzir a sequência do texto da seguinte maneira: em marcha os pobres, em marcha os humildes, em marcha os que choram, os que têm fome e sede de justiça, etc. Isto significa dizer que o bem-aventurado do evangelho é aquela pessoa que sempre consegue dar um passo à frente, a partir do lugar em que se encontra. Por outro lado, a pessoa infeliz é aquela que insiste em ficar parada, estagnada, no lugar e na &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;situação em que se encontra. Em outras palavras, o ser humano feliz não é aquele que não tem problemas na vida, e sim, aquele que não pára nos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;problemas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;que tem e que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;sabe continuar, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;apesar deles. Em hebraico, por exemplo, a palavra doença quer significar andar em círculos, estar preso, estar no inferno, fechado em suas circunstâncias, sofrimentos, pensamentos e emoções. Por isso mesmo, a bem-aventurança é apresentada como a capacidade de dar um passo a mais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Aliás, esta é, também, uma bela definição de espiritualidade: dar um passo a mais, a partir do lugar onde se está. Deste modo, não temos nunca porque nos julgarmos uns aos outros. Como dizer que alguém caminhou até muito longe e que o outro apenas começou sua caminhada, se não podemos medir todos os passos que ambos deram? Às vezes cremos que alguém está muito longe e, na realidade, ele quase não andou. Outras vezes, temos a impressão de e&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;star apenas começando e, na verdade, já tivemos necessidade de caminhar tanto. O que importa é este passo a mais que nos faz sair do inferno, do sofrimento, da prisão. Portanto, cada uma das palavras do evangelho de hoje, é um convite para que nos recoloquemos em marcha, a partir de nossas lágrimas, a partir do caminho que já percorremos e dos lugares onde &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;já chegamos. Há ainda muito a se &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;caminhar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Naturalmente, a expressão 'pobres em espírito' contrasta com a idéia de 'pobreza material', dela distinguindo-se. Ou seja, no entender do evangelho, ser rico ou ser pobre, não é somente uma questão de ter ou não ter bens materiais. Esta é uma questão muito mais complexa do que se pensa. Aliás, podemos encontrar muita miséria no meio dos ricos e muita riqueza no meio dos pobres. Sendo assim, ao falar de pobres em espírito, o evangelho deseja que eliminemos o perigo de uma visão simplista, reducionista sobre o assunto. Sabe-se que no tempo de Jesus, os ricos não eram apenas aqueles que possuíam riquezas materias, mas eram também os chamados fariseus que diziam possuir a verdade, que possuíam o conhecimento, que se acreditavam justos e que se tomavam por modelo da humanidade. Eram estes os ricos contra os quais Jesus se batia. Os que pretendiam ter, não somente, coisas materias, mas também riquezas intelectuais e espirituais; pretendiam ter a verdade e ter Deus. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;É preciso, portanto, que nos tornemos pobres, 'p&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;obres em espírito'. Isto é, que nos tornemos pobres de tudo o que sabemos. Aqui, não se trata de negar o que sabemos, trata-se de relativizar o nosso conhecimento. Tomarmos consciência que o que sabemos não é tudo, que o que sabemos não é grande coisa diante de tudo o que nos resta descobrir. Esta é a atitude que se espera do verdadeiro cientista, do autêntico sábio. Eles sabem o &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;que sabem. Mas, sabem, também, que o seu saber é limitado e o que eles não sabem é infinito.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;No que se refere ao universo religioso, por exemplo, podemos aplicar tal princípio da seguinte forma: todas as vezes que nos encontrarmos com pessoas pertencentes a religiões diferentes da nossa, devemos dizer: "Eu sei o que sei, eu sei o que eu conheço de Deus, mas sei que o que conheço dele é limitado e o que eu desconheço é infinito. E é, precisamente, este infinito que temos de descobrir juntos. Não podemos nos compreender só naquilo que conhecemos. Só podemos nos compreender bem naquilo que, juntos, ainda não conhecemos e que podemos buscar conhecer". Ora, para falar desta maneira é necessário que sejamos 'pobres em espírito', que é o contrário daquele que se acha proprietário de Deus, proprietário da verdade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Logo, ser 'pobre em espírito' é não ter apego a quaisquer riquezas de caráter não-material ou espiritual, tais como: idéias, sentimentos, cultura, religião, etc. Caso contrário, correremos o risco de nos afogar em uma espécie de 'materialismo espiritual', muito comum nos tempos atuais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em suma, podemos dizer que a questão fundamental não reside em se ter ou não se ter as coisas, e sim, no modo como usamos o que temos e como buscamos adquirir o que não temos. Trata-se de encontrarmos a justa medida, o ponto de equilíbrio entre uma coisa e outra. Nas palavras de um místico contemporâneo: "Devemos aprender a usar o material de forma não materialista; aprender a imprimir espírito na matéria". É nisto que consiste o 'pobre em espírito' de que nos fala o texto evangélico.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-7989341399718995451?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/7989341399718995451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/7989341399718995451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/10/domingo-de-todos-os-santos-mt-51-12a-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-3115966112290749945</id><published>2009-10-22T08:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T01:13:32.968-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;XXX DOMINGO COMUM ( Mc 10, 46-52).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; "Jesus saiu de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Jesus, ainda que esteja acompanhado dos seus discípulos e de uma grande multidão, conforme afirma o texto, não deixa de perceber e acolher uma pessoa em particular, com suas características próprias e seus problemas bem pessoais, mesmo que esta pessoa esteja 'à beira do caminho', isto é, longe de tudo e de todos, à margem da vida. Vemos, aqui, o quanto a nossa existência pessoal é importante para Deus. Não somos apenas um número, uma massa, um ser perdido no meio da multidão. Somos seres especiais, individualmente percebidos, acolhidos e amados por Deus, independentemente do lugar em que estejamos, de quantas outras pessoas estejam ao nosso redor ou das dificuldades pelas quais passamos. Nada neste mundo nos permite escapar aos olhos amorosos de Deus. Aliás, multidões por multidões nunca interessaram a Jesus. Ele sempre se interessou, isto sim, pelas pessoas, com seus rostos, suas histórias de vida, seus sofrimentos reais e suas lutas concretas por melhores dias. Não é à toa que o cego do evangelho de hoje seja apresentado como alguém que tem um nome: Bartimeu; e que tem um pai: Timeu. Trata-se, portanto, de um ser humano concreto, não de uma generalidade, de uma abstração. Bartimeu é alguém que, como nós, tem uma história de vida, que não é melhor nem pior do que a de ninguém; simplesmente, única e, como tal, diferente. E Deus, o Senhor da vida de todos e de todas as vidas, vai ao encontro dele e vem, igualmente, ao nosso encontro, a fim de nos libertar, individualmente, das muitas cegueiras que nos impedem de ver plenamente e de alcançar a iluminação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt; "Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: 'Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;É certo que Deus nos vê e nos acolhe a todos, indistintamente, inclusive, pessoa a pessoa. Entretanto, é também certo, que Ele nos respeita, profunda e verdadeiramente, na nossa liberdade e, por isto mesmo, não nos obriga a aceitá-lo por meio da força, nem quer entrar em nossas vidas, arbitrariamente. Ao contrário, espera ser chamado; precisa ouvir o nosso 'grito', nosso convite, nosso pedido; receber nosso consentimento e permissão para entrar e se fazer presente em nós. Ora, foi exatamente isto que aconteceu com o cego do evangelho, Bartimeu. Ele passou boa parte dos seus longos e pesados dias de vida, mendigando, sentado à beira do caminho, conformado com a sua situação, sem que nada de novo e de bom acontecesse consigo, até o dia em que tomou consciência de que 'Jesus estava passando' por ali. Neste momento, começou a gritar. Este seu grito simboliza o despertar de uma consciência adormecida, o desabrochar da percepção da presença de Deus diante de si e, sobretudo, a certeza de que poderia mudar a sua vida e superar suas limitações. O grito de Bartimeu é, antes de tudo, a expressão do seu inconformismo com a situação precária que vive e, ao mesmo tempo, do seu desejo contundente de mudança. E a oportunidade para mudar estava ali, diante de si: Jesus que passava. Aliás, é bom sabermos que Jesus sempre está passando à nossa frente, o tempo todo. Portanto, não devemos ficar o tempo inteiro à espera de uma oportunidade para que mudemos de vida, num futuro distante e duvidoso; ela já está acontecendo aqui e agora, diante de nós. Oxalá que saibamos aproveitá-la.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt; "O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Com suas atitudes, passo a passo, o cego Bartimeu nos apresenta uma autêntica pedagogia de superação e nos introduz num caminho iniciático de iluminação. Vejamos as etapas deste caminho:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;1.ª) Ao gritar por Jesus, "muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava mais ainda". Ou seja, Bartimeu não se deixa influenciar negativamente pelas críticas e condenações alheias. Ele segue em frente na perseguição dos seus objetivos; é alguém que insiste, persiste e não desiste de ser feliz, ainda que tenha de superar corajosamente as muitas resistências que encontra pelo caminho e a má vontade dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;2.ª) Quando soube que Jesus o chamava, ele "joga o manto fora, dá um pulo e vai ter com Jesus". Ou seja, ele abandona de vez o seu velho 'hábito' de mendigo, sua vestimenta de pedinte, sua atitude de gente pequena e incapaz. Em contrapartida, se reveste de uma outra atitude, assume uma nova postura: a postura de quem quer, de fato, transformar a sua vida e sente-se capaz de fazê-lo. Afinal de contas, se não nos esvaziamos de um passado ruím e indesejável, nunca poderá haver espaço em nós para nada de bom no presente. Ele parece ter aprendido que quem deseja resultados diferentes na vida, precisa, obrigatoriamente, fazer coisas diferentes. E assim o fez. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por outro lado, ao dar um pulo, ele nos lembra que não basta fazer as coisas, ainda que sejam coisas boas; precisamos realizá-las com entusiasmo, alegria, confiança e força de vontade. Esta é a diferença que pode fazer a diferença.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;3.ª) Ao ouvir a pergunta de Jesus: "O que queres que eu te faça"? Ele, prontamente, respondeu: "Mestre, que eu veja". Isto é, estamos diante de um homem que sabe, precisamente, o que quer de Jesus, o que quer da vida; alguém decidido, que não perde o foco do que lhe parece essencial. Assim, Bartimeu é exemplo do homem que sabe da real diferença entre o que, simplesmente, queremos e o que, de fato, necessitamos. E, mais do que isto, sabe que Deus, quando não atende aos nossos pedidos, talvez seja porque, o que pedimos nem sempre coincide com o que realmente necessitamos. Portanto, tratemos de melhorar a qualidade dos nossos pedidos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;4.ª) O evangelho diz que Bartimeu, logo que recuperou a vista, "seguia Jesus pelo caminho". Este é um detalhe sumamente importante, que fecha com chave de ouro o texto deste domingo. Afinal, na perspectiva de Bartimeu, não bastava curar-se; era fundamental continuar ligado à fonte de cura: Jesus. Em outras palavras, não é suficiente que superemos uma doença ou um mal qualquer em nossas vidas; é, também, indispensável que nos afastemos dos velhos hábitos, dos caminhos, pessoas, lugares e ocasiões que nos fizeram adoecer e que nos trouxeram o mal. Caso contrário, permaneceremos vulneráveis a novas ocorrências.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-3115966112290749945?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/3115966112290749945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/3115966112290749945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/10/xxx-domingo-comum-mc-10-46-52.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-6918139952000880852</id><published>2009-10-10T02:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T11:24:33.139-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-6918139952000880852?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6918139952000880852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6918139952000880852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/10/carissimos-amigos-e-amigas-leitores.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-5233582940667318561</id><published>2009-09-26T05:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T12:07:22.089-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;XXVI DOMINGO COMUM (Mc 9, 38-43.45.47-48).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;1. "João disse a Jesus: 'Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós lhe proibimos porque ele não nos segue. Disse Jesus: 'Não lhe proibam, pois, ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é por nós".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Este episódio dos evangelhos é, acima de tudo, paradigmático. Isto é, revela-nos um modelo a partir do qual devemos pensar e agir, hoje e sempre. Enfatiza a idéia fundamental de que nenhum de nós, individual ou coletivamente, é dono da verdade. Deus não é propriedade privada de ninguém, de nenhum grupo, de nenhuma religião. Ele não assinou qualquer contrato de exclusividade com nenhuma igreja, menos ainda, com alguma pessoa em particular. Ora, o que é bom é bom, embora seja um outro que o faça. Quem quer que seja que atue, verdadeiramente, em favor do ser humano, vem de Deus e a ele pertence. Portanto, devemos combater radicalmente a inveja que não nos deixa reconhecer as boas obras dos outros. Aprendamos a alegrar-nos com o bem que praticam e sejamos estimuladores de todas as formas de bondade e retidão que se manifestam nos demais, ainda que não pertençam à nossa religião, ao nosso grupo ou comunidade. No mais, sabemos que verdades como Deus, amor, bondade, etc., não são apenas idéias, conceitos ou teorias abstratas. São, antes, uma prática concreta, uma realidade palpável e devidamente encarnada. Lembro-me, aqui, da estória de um louco que pulava pelos corredores do hospício como se quisesse, em cada salto dado, agarrar algo com suas mãos. Passou um médico e perguntou-lhe o que estava fazendo. Ao que o louco respondeu: "Estou tentando pegar &lt;em&gt;inhaca&lt;/em&gt;. O médico insiste: "E o que &lt;em&gt;inhaca&lt;/em&gt;?". E o louco responde: "Sei lá, doutor; eu não peguei nenhum ainda". Moral da estória: Só se sabe o que é inhaca, quando se pega uma. Ou seja, só se sabe o que é o bem, quando se faz o bem; só se conhece o amor, quando se ama. E bondade e amor, assim como todas as virtudes fundamentais da vida, são fruto do Espírito Santo que, por sua vez, faz-se presente em todas as pessoas e sopra onde quer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por outro lado, sob o ponto de vista estritamente religioso, no mundo de hoje, ninguém pode ou deve excluir nenhuma experiência religiosa da sua própria experiência. Esta visão faz com que passemos a elaborar a nossa experiência religiosa pessoal a partir, também, das experiências complementares de outras tradições, num profundo respeito e legítima interação com os outros. Neste sentido, nenhuma experiência religiosa pode ser monopolizada por uma determinada religião ou igreja, pois, todas elas são experiências universais, pertencem à humanidade. Por exemplo: o fenômeno 'Cristo' pertence ao cristianismo, mas não é monopólio dos cristãos; o fenômeno 'buda' é específico do budismo, mas não é monopólio dos budistas. Há elementos cristãos no budismo e há elementos budistas no cristianismo. Todavia, isto não significa dizer que as pessoas devam deixar de ser católicas ou budistas, de pertencer a esta ou aquela religião. Nesta nova visão, o importante não é mudar de religião, e sim, mudar de paradigma religioso. E neste novo paradigma, busca-se colocar o ser humano numa atitude de percepção e acolhimento de todas as formas de religiosidade, uma vez que, todas as grandes igrejas e religiões da terra, à medida que perseguem a verdade, são profundamente complementares. Todas as formas de prática religiosa se tornam, de uma certa maneira, interdependentes, pelo fato de representarem, em última análise, os esforços de toda a humanidade em aproximar-se da vibração divina, do mistério de Deus. Afinal, não existe apenas um jeito único de amar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;2. "Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Antes de mais nada, deve-se dizer que este texto, naturalmente, não pode e não deve ser tomado ao pé da letra, por nenhum de nós, em nenhuma circunstãncia. Entretanto, nem por isso, ficamos livres das suas graves e urgentes implicações, em se tratando das exigências inadiáveis e contundentes que ele nos faz. Sendo assim, num primeiro momento, as palavras de Jesus indicam-nos o cuidado que devemos ter em afastar de nós toda e qualquer ocasião de pecado, evitando, por este meio, suas nefastas consequências. Trata-se da necessidade que temos de construir, dia-a-dia, um comportamento preventivo acerca dos males que podemos causar a nós e aos outros. Afinal, é sempre melhor prevenir do que remediar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Num segundo momento, se verificarmos que, apesar de todos os nossos esforços e cuidados, ainda assim agimos mal em uma ou outra ocasião, devemos procurar corrigir o nosso erro o quanto antes possível, cortando o mal pela raíz e impossibilitando, desta forma, o seu desenvolvimento. Aliás, sob certos aspectos, parar de fazer o mal, já é um bem. Lembro-me, aqui, do que dizia o Pe. Cícero a muitos que o procuravam para confessar os seus roubos e crimes: "Quem matou, não mate mais. Quem roubou não roube mais". Nesta perspectiva, podemos dizer que, parar o mal que iniciamos, é uma maneira de 'arrancar' de nós uma mão, um pé ou um olho; é ser capaz de recuperar o verdadeiro sentido da nossa vida, do nosso corpo e de cada um de seus membros, em particular. Afinal de contas, é fundamental que saibamos usar o nosso corpo como um instrumento de Deus para o bem do mundo, canal que conduz a vida divina onde quer que esteja. Somente assim, faremos justiça ao que ele sempre foi: templo vivo do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Num terceiro momento, estes versículos nos fazem um alerta radical, a fim de que percebamos, de uma vez por todas, que os bens da alma são superiores a todos os bens materiais e corporais, mesmo os mais apreciados. Trata-se de não nos deixar levar pela tentação fácil de trocar o definitivo-eterno pelo provisório-temporal, vivendo uma inversão de valores que, em nada, nos ajudará em termos de felicidade e, muito pelo contrário, nos levará a uma irremediável perda do sentido da vida. Pois, como dizia o próprio Cristo: "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perdeu a sua vida"? Nesta mesma linha, um conhecido místico da atualidade, nos chama a atenção em um dos seus escritos, afirmando que é mais sensato e urgente, da nossa parte, perguntar sobre a nossa eternidade do que, simplesmente, perguntar sobre o nosso futuro. E continuava: "O ser humano feliz, talvez, seja aquele capaz de privar-se, agora, de um bem provisório, ainda que muito apreciável, em vista de um bem maior e definitivo, num tempo posterior. Por outro lado, o ser humano infeliz, talvez, seja aquele que resume a sua vida nos prazeres de cada dia, privando-se daquele que é o prazer por excelência, único capaz de saciar o nosso desejo". É, mais ou menos, como alguém que vai a um restaurante caro e de bom cardápio, 'empanturra-se' literalmente com as entradas: pão, broa, queijo, presunto, azeitonas, etc., e, com isto, fica totalmente impossibilitado de saborear as delícias do prato principal, para não falar da maravilhosa sobremesa. Oxalá que isto não nos aconteça!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-5233582940667318561?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5233582940667318561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5233582940667318561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/09/xxvi-domingo-comum-mc-9-38-43.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4413435698625385703</id><published>2009-09-19T07:04:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T10:23:11.981-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;XXV DOMINGO COMUM (Mc 9,30-37)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;1. "Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galiléia e Jesus não queria que ninguém soubesse, porque estava ensinando seus discípulos".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vemos, aqui, que Jesus ensinava a seus discípulos e o fazia numa circunstância bastante específica, ou seja, enquanto caminhava com eles. Mais uma vez, o evangelho nos mostra que somos chamados a ter contato e tomar conhecimento sobre as verdades fundamentais da vida, enquanto estamos a caminho, ou seja, à medida em que a vida vai acontecendo, no aqui e agora da nossa existência, no tempo e no lugar que nos encontramos, presentemente; e não, num tempo qualquer do futuro ou num outro lugar diferente daquele no qual estamos agora. Afinal, é caminhando que se aprende a caminhar, é vivendo que se aprende a viver. Por outro lado, todas as pessoas que caminham conosco e aquelas outras a quem encontramos no nosso caminho, existem para nos ensinar alguma coisa. Todas elas encarnam, a seu modo, a presença do próprio Cristo-Mestre em nós, inclusive, nos detalhes e pormenores do nosso dia-a-dia. Assim, talvez, sejamos capazes de perceber, por exemplo, que o motorista imprudente ou o adolescente respondão estejam aqui para ensinar-nos a ter paciência; bem como, o jovem punk, com seus cabelos coloridos e empinados, esteja aqui para ensinar-nos a não fazer julgamentos apressados, e assim por diante. Nossa tarefa é procurar saber, o mais possível, o que as pessoas estão nos ensinando, a cada momento da vida. Se fizermos isto, no mínimo, nos sentiremos menos aborrecidos, incomodados e decepcionados pelas ações e imperfeições alheias. Em geral, quando descobrimos o que os outros, direta ou indiretamente, estão tentando nos ensinar, torna-se fácil livrar-nos da frustração. Suponhamos, em mais um exemplo, que estejamos em uma agência bancária e que o atendente do caixa pareça estar propositalmente trabalhando bem devagar. Em vez de nos sentirmos incomodados ou com raiva, perguntemos: "O que ele está tentando me ensinar?" Talvez seja a complacência, ou a paciência, ou a tolerância ou, quem sabe, os três juntos. Portanto, enfrentar uma fila é uma excelente ocasião para o aprendizado. Logo, tudo que precisamos fazer é mudar nossa percepção e, ao invés de perguntar: "Por que estão fazendo isso?", perguntemos: "O que estão tentando me ensinar com isso?". Os resultados serão totalmente distintos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;2. "E dizia-lhes: O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens e eles o matarão. Mas, depois de três dias, Ele Ressuscitará".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ora, por qual motivo Jesus sempre fala aos discípulos sobre o sofrimento e a morte que estão por vir? Talvez, pelo fato de serem eles, paradoxalmente, nossos melhores mestres. Aliás, por mais que evitemos falar e nos desviemos destes assuntos difíceis, chega um tempo que isto não mais é possível e precisamos começar a pensar sobre eles, criar coragem e enfrentar a realidade nua e crua. Portanto, não devemos fugir do sofrimento ou temê-lo, pois, como diziam os antigos: "O sofrimento é uma necessidade. Precisamos dele para o nosso crescimento e para a construção da nossa maturidade hamana." Assim sendo, todo sofrimento tem uma lição a nos ensinar. Quando assimilamos esta lição, o sofrimento tende a cessar. Todavia, enquanto não o fazemos, ele tende a permanecer e a se repetir continuamente. Há uma prece tibetana que diz: "Senhor, fazei-me capaz de receber as dificuldades e os sofrimentos próprios deste dia, a fim de que o meu coração seja verdadeiramente despertado". Há, também, uma poesia persa assim traduzida: "Agradece a quem, por qualquer razão, te maltrata; pois, assim, te faz retornar ao espírito. Porém, preocupa-te com aqueles que te oferecem bem-estar; pois, assim, te afastam da prece". Martin Luther King, ativista negro pelos direitos civis dos afro-americanos, no auge do sofrimento e perseguição que experimentou, dizia: "Não peço a Deus que me livre do sofrimento. Peço que me faça vencer o sofrimento pela capacidade de sofrer". Infelizmente, vivemos hoje numa sociedade que deseja banir, a todo custo, o sofrimento. Somos uma geração de comodistas; formados, via de regra, para não suportar o menor incômodo. Porém, não se pode evitar ou destruir o inevitável e indestrutível. Precisamos aprender a lidar com ele. Afinal, somente quando entendermos a razão do sofrimento é que poderemos viver plenamente, acolhendo a sua lição e transformando-o naquilo que sempre foi: fonte de vida. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por outro lado, é curioso que Jesus tenha ressuscitado só ao terceiro dia da sua morte, conforme havia anunciado. Ora, não poderia ter sido diferente? Não poderia ter sido num outro tempo, antes ou depois dos três dias? Por quê, exatamente, três dias? Com certeza, a verdade total deste mistério nos escapa. Entretanto, sabemos que o número três é, na perspectiva das sagradas escrituras, um número perfeito e indicativo de totalidade; por isso mesmo, capaz de encerrar um período e fechar um ciclo. Deus sabe, mais do que ninguém, o quanto o sofrimento e a morte necessitam de um tempo de maturação dentro de nós, para que sejam devidamente compreendidos, assimilados e superados. Em outras palavras, é fundamental que possamos vivenciar o nosso luto, chorar nossas dores e saborear plenamente nossas emoções, mesmo as indesejáveis. Afinal, as lágrimas são tão importantes quanto o riso. E todos sabemos, por experiência própria, que o tempo é um remédio indispensável e insubstituível para curar muitos dos nossos males. Ele faz verdadeiros milagres. Sabe-se, hoje, que muitos casos de câncer, por exemplo, originam-se de lutos que não foram vivenciados, de sofrimentos que não foram assimilados, de um passado que não deixamos passar e que está sempre voltando para nós, consumindo-nos e fazendo-nos adoecer. Sendo assim, aceitar o imperativo do tempo, a experiência da dor, do sofrimento e da morte, é uma verdadeira bem-aventurança, uma ressurreição. Daí, talvez, possamos entender melhor a razão pela qual, só ao terceiro dia, o Cristo tenha ressuscitado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4413435698625385703?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4413435698625385703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4413435698625385703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/09/xxv-domingo-comum-mc-930-37-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4700532347950964345</id><published>2009-09-11T07:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T10:02:29.924-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;XXIV DOMINGO COMUM (Mc 8, 27-35)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1. "Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vemos que Jesus está sempre partindo. Trata-se de uma espécie de inquietude saudável e salutar, sinônimo de busca, de não comodismo, de abertura e de contínua evolução. Aliás, a lógica nos diz que só poderemos chegar aonde queremos se sairmos de onde estamos. Com certeza, muitas coisas boas deixam de acontecer em nossas vidas, simplesmente, porque não partimos, nos instalamos, nos acomodamos e, com isto, abdicamos do nosso direito à plenitude. Já dizia um profeta dos nossos tempos: "Seja modesto, peça o infinito". Inclusive, no evangelho das bem-aventuranças, a palavra "bem-aventurado" pode ser traduzida como "em marcha", ou seja, avante, em frente, caminhe. Assim sendo, sempre poderemos ser felizes quando nos tornamos capazes de dar um passo a partir do lugar e da situação em que estamos. Por outro lado, a infelicidade não é outra coisa, senão, ficar parados naquilo que nos acontece na vida, sejam coisas boas ou ruíns. Afinal, a realidade é sempre maior do que as circunstâncias, ainda que estas sejam bastante significativas e por demais marcantes. Em outras palavras, por pior ou melhor que estejamos, é sempre possível mudar e, quem sabe, melhorar ainda mais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;2. "No caminho, Jesus perguntou aos discípulos".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Isto é um forte indicativo de que as questões centrais da nossa vida, são formuladas enquanto estamos a caminho, em meio aos nossos passos, em pleno processo do existir humano de cada um de nós. Logo, devemos aprender a valorizar cada etapa da vida, cada passo dado. Para isto, precisamos imprimir sempre mais atenção ao nosso caminhar. Caso contrário, correremos o risco de perder nossa viagem, perdendo-nos de nós mesmos. A sabedoria milenar nos adverte quanto a isto, de modo bastante oportuno, dizendo-nos que a vida é aquilo que nos vai acontecendo enquanto fazemos planos para o futuro; visto que, o futuro é um tempo que pode nunca chegar e, ainda que chegue, é pouquíssimo provável que coincida totalmente com o que dele esperamos. Portanto, é no caminho que percorremos, enquanto o fazemos, que todas as questões da vida nos são colocadas, as mais e as menos importantes, exigindo de nós uma palavra, uma resposta, uma atitude. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;3. "Quem dizem os homens que eu sou?... E vós, quem dizeis que eu sou?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Creio que Jesus, nesta passagem, expressa o seu desejo de que todos nós tenhamos a nossa própria palavra sobre a vida, sobre as coisas, sobre as pessoas, sobre tudo, afinal. Ora, sabemos que a palavra é a expressão da nossa interioridade, ao mesmo tempo que revela a nossa compreensão ou ignorância acerca do que falamos. Assim, em certo sentido, podemos afirmar que a palavra, a nossa palavra, é a única coisa que nos pertence de fato, que é verdadeiramente coisa nossa. Vista sob este ângulo, ou nossa palavra encarna nossas convicções pessoais, ou manifesta convicções alheias. Isto é, ou escolhemos compreender por nós mesmos, ou escolhemos repetir a compreensão dos outros. Aliás, sempre desconfiei que a nossa existência não é outra coisa, senão, a oportunidade que temos de encontrar, a cada instante, a nossa própria palavra sobre tudo e sobre todos; uma chance contínua de passarmos da repetição à convicção. Tarefa esta, não tão fácil, todavia, imprescindível; pois, se não temos convicções, facilmente podemos inverter valores, relativizar o absoluto e absolutizar o relativo, dando demasiada importância ao que pouco ou nada vale, em detrimento daquilo que realmente importa. Por outro lado, ao repreender a Pedro, dizendo: "Longe de mim, satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens", Jesus nos diz claramente que não é suficiente termos uma palavra qualquer sobre a realidade. Nossa palavra precisa ter qualidade e expressar, obrigatoriamente, a verdade do que falamos. Do contrário, nada feito. Melhor que fiquemos calados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;4. "Jesus ordenou-lhes severamente que não falassem dele a ninguém".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Sempre me interroguei sobre o significado desta recomendação feita por Jesus aos seus discípulos, repetidas vezes no evangelho, proibindo-lhes de falar aos outros sobre a sua pessoa. Qual o verdadeiro motivo de tal proibição? A minha conclusão, ainda que as verdadeiras razões sempre escapem ao nosso domínio, é que Jesus fazia isto, simplesmente, para permitir que cada pessoa pudesse encontrar e formar suas convicções a partir dela própria, como fruto da sua busca e experiência pessoal, sem a interferência, apriori, de opiniões ou de experiências dos outros. Afinal de contas, as verdadeiras convicções nunca se copiam, se impõem ou se obrigam. No máximo, podem ser facilitadas ou despertadas. O resto do processo tem de ser feito, necessariamente, pelo aprendiz, por quem se coloca no caminho e se dispõe a caminhar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4700532347950964345?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4700532347950964345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4700532347950964345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/09/xxiv-domingo-comum-mc-8-27-35-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-5437864294913996581</id><published>2009-09-05T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T13:08:12.683-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;XXIII DOMINGO COMUM (Mc 7, 31-37)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;1. "Naquele tempo, Jesus saiu de novo... passou por... e continuou até... atravessando a região da Decápole".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Estas palavras mostram-nos o quanto Jesus é, essencialmente, um caminhante, um peregrino; alguém que não pára e nem se fixa em um só lugar. Já dizia Ele: "As raposas têm suas tocas e os pássaros têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça". Com esta atitude, Jesus prepara-nos para viver a impermanência, a mudança, o desapego e a liberdade diante da vida. Convoca-nos, sobretudo, a que deixemos aquela "zona de conforto" que tende a nos acomodar, em todos os níveis da vida. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em segundo lugar, a atitude de Jesus ajuda-nos a valorizar o caminho, cada etapa da nossa jornada. Afinal, não existe destino. O caminho já é o destino, uma vez que nunca sabemos se vamos mesmo chegar aonde queremos, mas sempre podemos saber onde estamos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em terceiro lugar, a atitude de Jesus estimula-nos a diversificar a nossa experiência, nossos conhecimentos, nossos contatos e convida-nos a evoluir nas nossas conquistas, nunca parando no que já alcançamos. Assim, se pararmos no que já temos, o que temos pode converter-se num impedimento ao que poderíamos ter. E, ainda que o bem possuído seja uma coisa boa, se nele paramos, podemos deixar de saborear um bem maior, uma coisa ainda melhor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;2. "Trouxeram-lhe um homem surdo que falava com dificuldade e pediram que Jesus lhe impusesse as mãos".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Sabemos que a fala é o principal instrumento de comunicação entre as pessoas e, portanto, facilitadora da convivência e do relacionamento humano. Logo, qualquer distúrbio na fala pode representar um obstáculo no relacionamento. Sendo assim, este surdo-mudo do evangelho é um retrato de todos nós, uma vez que a maior parte dos nossos problemas acontece no âmbito dos nossos relacionamentos. Portanto, ao curar aquele homem, Jesus nos vem restituir a nossa capacidade de comunicação, de convivência, de relacionamento. Deste modo, o texto em pauta apresenta-nos uma verdadeira pedagogia do bom relacionamento e, ao mesmo tempo, indica-nos um caminho para a cura dos relacionamentos feridos. Para isto, só precisamos observar e seguir os passos dados por Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;3. "Jesus afastou-se com o homem para longe da multidão".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Isto nos indica que nunca devemos agir sob pressão, procurando responder a expectativas de fora, dos outros. Diante de qualquer problema que nos afete ou de acontecimentos que nos desafiem, devemos, sempre que possível, manter uma certa distância das vozes externas a fim de que possamos escutar a nossa própria voz, o que diz o nosso coração. Não se trata de fugir da realidade e das pessoas que nos cercam; trata-se, antes, de tomar assento num lugar de onde possamos enxergar melhor e qualificar mais a nossa compreensão e posterior decisão acerca de qualquer coisa. Diz-nos a sabedoria oriental: "Nunca tome nenhuma decisão importante na vida, envolvido no calor das emoções". Por outro lado, ao afastar-se com o homem para longe da multidão, Jesus nos acena para a importância do diálogo inter-pessoal, da escuta na fonte, da comunicação direta e sem rodeios entre pessoa e pessoa, etc., elementos fundamentais para o verdadeiro conhecimento das pessoas e de suas reais necessidades.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;4. "Colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com saliva tocou a língua dele".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ora, o toque físico é sempre um sinal de acolhimento, de aproximação, de intimidade, de confiânça e, também, de cuidado e de compromisso. Nesta perspectiva, tocar as pessoas pode se constituir numa autêntica terapia, uma atitude redentora, além de remédio infalível para desarmar os espíritos e quebrar barreiras entre as pessoas. Entretanto, não basta tocar o outro de qualquer jeito, tocar por tocar. É preciso o toque certo, do jeito certo, na hora certa e na pessoa certa. Em outras palavras, necessitamos, cada vez mais, qualificar e polir o nosso toque, tornando-o suave, delicado, oportuno e saudável o mais possível. Nunca é demais lembrar que o nossos corpo, muitas vezes, apresenta-se carregado de memórias negativas, talvez pelo fato de ter sido, repetidamente, mal tocado, manipulado, explorado, usado e abusado. Por isso mesmo, é urgente que recriemos toda esta memória corporal, em nós e nos outros, requalificando o nosso toque e inaugurando um novo modo, mais justo e equilibrado, de aproximação para com as pessoas, hoje e sempre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;5. "Olhando para o céu, suspirou e disse: ´Efatá`, que quer dizer: Abre-te".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Com este gesto, Jesus realça o poder das palavras. O que dizemos aos outros tanto pode curar quanto pode matar, derrubar ou levantar. Uma única palavra mal empregada, "mal-dita", pode causar um estrago irreversível na vida de alguém. Sendo assim, precisamos sempre pensar muito bem antes de dizer qualquer coisa. Como já dizia um sábio dos tempos atuais: "Se você não tiver uma boa palavra para dizer a alguém, cale-se". Afinal, nossas palavras nunca são inocentes, neutras ou isentas. Elas ajudam ou atrapalham; destróem ou constróem. Melhor é que aprendamos a guardar um certo silêncio antes de dizer quaisquer palavras; não falo de qualquer silêncio, mas daquele silêncio pleno de consciência, tempo e lugar de purificação, que se transforma em nós em uma espécie de "mãe de toda palavra justa".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Obs:&lt;/span&gt; Vemos que Jesus, neste milagre específico, abre primeiro os ouvidos do doente e só depois é que solta a sua língua. Este, quem sabe, seja um indicativo muito evidente de que precisamos mais ouvir do que falar. Aliás, diz a sabedoria popular que temos dois ouvidos e uma boca, exatamente por esta razão e para cumprir tal finalidade. Pensemos sobre isto!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-5437864294913996581?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5437864294913996581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5437864294913996581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/09/xxiii-domingo-comum-mc-7-31-37-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-2782230832565308231</id><published>2009-08-27T07:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T02:06:48.116-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;XXII DOMINGO COMUM (Mc 7, 1-8.14-15.21-23)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;Neste evangelho de hoje, os fariseus e os doutores da lei são os nossos pedagogos. Eles nos ensinam como não devemos viver a vida; nos ensinam, portanto, com os seus erros. E aqui está uma primeira e importante lição: &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;observar os erros dos outros, não para criticá-los, e sim, para não reproduzi-los em nossas vidas.&lt;/span&gt; Nesta perspectiva, resta-nos perguntar: de quais erros dos fariseus estamos falando? Eis alguns deles:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;1º) Realçar sempre os defeitos das pessoas e nunca as suas qualidades.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ora, sabemos muito bem que quando queremos encontrar defeitos numa dada pessoa, para criticá-la por causa deles, facilmente os encontramos. Basta procurá-los. Afinal, como bem diz o ditado popular: quem procura, acha.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto, creio não ser este o melhor caminho para se ajudar alguém. Aliás, não conheço, pessoalmente, ninguém que tenha melhorado como pessoa, pelo fato de ter sido criticado ou corrigido ou, menos ainda, por ter sofrido algum tipo de humilhação por conta dos seus erros. Ao contrário, o que percebemos, em geral, é que ninguém gosta de ser criticado, mesmo dizendo que sim. E quando alguém usa aquele conhecido "chavão" de que aceita quaisquer críticas, desde que sejam &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;construtivas, como a expressão "crítica construtiva" é muito subjetiva, é a mesma coisa que dizer: longe de mim com suas críticas. Por outro lado, é sempre bom lembrar que, na maioria das vezes, quando criticamos recorrentemente as pessoas, no fundo, estamos criticando a nós mesmos, aos nossos próprios defeitos não reconhecidos, não aceitos, não assumidos e, por isto mesmo, projetados nos outros. A sabedoria popular já diz que "quando apontamos um dedo contra alguém, têm pelo menos três outros apontando contra nós". No mais, já está provado e comprovado que ninguém muda ou corrige ninguém. Toda mudança verdadeira é fruto de uma caminhada pessoal, de um desejo, uma convicção, uma tomada de consciência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;2º) Viver obcecados pela limpeza, ordem e organização das coisas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Ora, todos sabemos o quanto tais conceitos são relativos mediante pessoas e circunstâncias diferentes. Assim, muitas vezes, o que é limpeza para um, pode não o ser para outro; o que é ordem e organização na nossa visão, pode ser, inclusive, visto como desordem na perspectiva de outrem. Eu mesmo sou exemplo disto: na minha mesa, para quem olha de fora, há sempre uma certa desorganização. Entretanto, sempre sei onde encontrar cada coisa que nela está e, muito provavelmente, se alguém que não seja eu próprio, tentar arrumá-la, terei dificuldades para encontrar as coisas quando delas precisar. É o que costumamos chamar de "bagunça organizada". Querendo ou não, é assim que as coisas funcionam. Por outro lado, hoje já se sabe, segundo estudos de especialistas, que um pouco de poeira, de sujeira ou de "bagunça", numa justa medida, não faz mal a ninguém. Pelo contrário, pode, até mesmo, ajudar a criar uma certa imunidade e melhorar as nossas defesas, sobretudo nas crianças. Controvérsias à parte, o que quero dizer, na verdade, é que a limpeza, a ordem e a organização devem ser vistas sempre como um meio, um canal, um instrumento, e nunca como um fim em si mesmas. Trata-se, portanto, de verdades relativas que exigem de nós o máximo de respeito ao modo diverso com que as pessoas as concebem e as experimentam.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;3º) Valorizar excessivamente os detalhes, as minúcias e os pormenores, perdendo a visão do conjunto, da totalidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O exemplo do evangelho é claríssimo: os fariseus estão com Jesus, mas não vêem Jesus; vêem as mãos dos discípulos. Isto nos adverte seriamente para as vezes nas quais nos perdemos em coisinhas miúdas, em bobagens ou detalhes insignificantes da vida e desviamos o nosso foco daquilo que realmente importa, das coisas valiosas e verdadeiramente fundamentais. Trata-se, aqui, da necessidade de darmos prioridade ao que de fato é prioritário na nossa vida. É hora de se perceber que a coisa mais importante da vida não é coisa, é gente; não é a nossa casinha arrumadinha, limpinha, bonitinha... mas, as pessoas que estão conosco. Acontece que, muitas e muitas vezes, somos impecáveis com as coisas e erramos redondamente com as pessoas. Por causa disto, muitos relacionamentos ficam comprometidos. Está na hora de mudarmos esta equação: se tivermos de errar, erremos com as coisas, mas, pelo amor de Deus, acertemos com as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;4º) Repetir o que fizeram os seus antepassados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Os fariseus perguntam a Jesus por qual razão os discípulos dele não seguiam a tradição dos antigos. A resposta de Jesus não poderia ser mais clara: a tradição dos antigos serve para os antigos. Isto significa dizer que devemos ser capazes de deixar o passado no passado (ainda que este seja importante enquanto referência) e aceitar que o presente é distinto; não é melhor nem pior, mas é diferente. O que os nossos antepassados disseram ou fizeram no seu tempo, não nos oferece qualquer garantia de que seja oportuno de dizer ou fazer no nosso tempo. Neste sentido, foi o próprio Cristo quem nos disse: "Vocês farão coisas maiores do que as que faço". Aliás, não viemos ao mundo para repetir ninguém. Viemos aqui para fazer a diferença e se não o fizermos, teremos perdido a nossa viagem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;5º) Fazer a coisa certa do jeito errado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Jesus diz: "Esse povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim". Isto me faz lembrar o que dizia uma mente lúcida dos nossos tempos: "A maior distância a ser vencida por um ser humano é aquela entre a cabeça e o coração". Creio que seja a mais pura verdade. Na maioria das vezes, é mais fácil percorrer o mundo inteiro do que cumprir este itinerário. O poeta Jimenez já advertia: "Não corras, não tenhas pressa. Afinal, aonde tens de ir é somente a ti". Deepak Chopra, médico e escritor indiano radicado nos Estados Unidos, também nos falava que "nós já somos o que nós procuramos". Por fim, um monge e escritor de inspiração budista, Jack Kornfield, numa das suas principais obras, intitulada "um caminho com o coração", afirma que não importa o caminho que escolhemos para percorrer na nossa vida; o que importa, de verdade, é saber se no nosso caminho há um coração. Enfim, são lições de ontem e de hoje que podem e devem ser utilizadas por cada um de nós, em busca de uma maior inteireza e coerência de vida, fator essencial para quem deseja encontrar felicidade nesta vida e por todo o sempre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-2782230832565308231?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/2782230832565308231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/2782230832565308231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/08/xxii-domingo-do-tempo-comum-mc-7-1-8.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4292173958108815522</id><published>2009-08-20T07:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T09:53:26.065-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM (Jo 6, 60-69)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; "Muitos disseram: Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las"? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ora, de que palavras duras falavam alguns dos discípulos de Jesus? Com certeza, referiam-se àquelas que Ele havia pronunciado sobre o pão: "Eu sou o pão descido do céu. Quem come da minha carne, nunca mais terá fome". De fato, esta é uma palavra muitíssimo pesada e que nos obriga a mudar todo o conceito que carregamos sobre Deus, sobre o absoluto. Estamos habituados a buscar um Deus fora de nós: nas igrejas, nos mosteiros, nos lugares, pessoas e coisas sagradas. E, agora, Jesus nos apresenta um outro conceito, um outro caminho para Deus. Apresenta-nos um Deus que desce ao nosso nível, que se mistura conosco e que se entrega como alimento a ser comungado, consumido. Esta concepção, mais do que nova, é revolucionária. Ela nos obriga a abandonar todas as representações externas de Deus, que as religiões, igrejas e tradições espirituais nos deixaram como verdades. A máxima é outra, bem distinta: Se alguém quer encontrar Deus, procure-o dentro de si. Isso muda tudo. Nesta perspectiva, as nossas religiões, sem exceção, nunca poderão ser tomadas como um fim em si mesmas, e sim, instrumentos, meios que nos podem e devem ajudar no aprofundamento e vivência desta consciência. Lembro-me das palavras sábias do Dalai Lama, quando interrogado sobre qual seria a melhor religião. Dizia ele: "A melhor religião é aquela que faz de você uma pessoa melhor". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por outro lado, a pelavra dura e direta de Jesus sobre o divino, no evangelho em causa, indica-nos que jamais devemos fazer concessões quando se trata da verdade. Ela precisa ser dita e defendida, doa a quem doer, como falava São Paulo: "Oportuna e inoportunamente". Ou seja, diante do que precisa ser dito e feito na vida, aquelas coisas essenciais que não podem deixar de ser, Jesus não faz arrodeios, não protela, não engana, não dissimula. Ele vai ao ponto. Sabe muito bem Ele que quanto mais a gente adia tais coisas ou foge delas, tanto mais se tornam complicadas nas nossas vidas. O filósofo Maquiavel já nos alertava quanto a isto, dizendo: "As más notícias, aquelas verdades mais dolorosas e difíceis, devem ser ditas de uma só vez. Quanto às boas, podemos até parcelar".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt; "O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Com estas palavras, Jesus nos apresenta nossa verdadeira identidade, que não é física, e sim, espiritual. Ou seja, ao contrário do que normalmente se pensa, nós não somos um corpo vivendo uma experiência espiritual; somos um espírito, numa experiência corporal. Como já dizia uma mente lúcida dos nossos tempos, chamado Roberto Crema: "Enquanto não ousarmos falar de espiritualidade, não saberemos quem é o ser humano". Assim sendo, nossa dimensão espiritual é a mais importante de todas. Ela não está em oposição às outras, muito menos as exclui. Entretanto, é a que dá sentido a todas as demais. Talvez, aqui, encontremos o verdadeiro motivo de toda a crise que nos envolve na atualidade: viramos as costas para o espírito; a sedução do corpo e da matéria nos cegou a todos. Portanto, o grande desafio, agora, é fazermos o resgate da nossa, por assim dizer, "cidadania espiritual". Afinal, somos o que não morre em nós. No dizer do evangelho: "a carne não adianta nada". Por mais que nos custe aceitar, o corpo envelhece, adoece e, por fim, morre. Logo, quem fundamenta a sua busca somente nele, mais tarde ou mais cedo vai se decepcionar. Em geral, mais cedo do que mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt; "As palavras que vos falei são espírito e vida".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Aqui, Jesus nos chama a atenção para o poder das palavras. E a pergunta que nos vem de imediato é: E nossas palavras? O que são elas? Ora, é sempre muito importante interrogar-nos sobre o que estamos a falar, quais as palavras que estamos a pronunciar o tempo todo. São positivas ou negativas? Alegram ou entristecem? Produzem vida ou morte? Dependendo da resposta, assim será a nossa vida. Ou seja, precisamos tomar consciência de que nossas palavras, em nenhum momento, são realidades neutras, inocentes ou isentas. Elas fazem muita diferença. Podem, inclusive, salvar-nos ou condenar-nos, a nós e a outros. Já nos alertava um místico conhecido: "Se você não tiver uma boa palavra para dizer, melhor que fique calado". Afinal, não devemos acrescentar sofrimento ao sofrimento que já existe, pondo mais lenha na fogueira. Outro, afirmava: "Só abra a boca para dizer uma palavra, quando tiver a certeza de que a sua palavra é melhor do que o silêncio". De outro modo, para vivermos melhor precisamos exercitar mais o nosso silêncio; não o silêncio visto como falta de interlocutores, e sim, aquele silêncio que é, antes, uma escuta profunda de nós mesmos, da nossa interioridade, da nossa alma. Um silêncio que, segundo o monge ortodoxo Jean-Yves Leloup, é a mãe de toda a palavra justa. Aliás, basta experimentar: se alguém for capaz de silenciar um pouco antes de falar ou fazer qualquer coisa que seja, não tardará a perceber que o resultado será outro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;4.&lt;/span&gt; "Jesus sabia desde o início quem eram eles".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Aqui está um detalhe importante do evangelho: porque Jesus os conhecia bem é que os escolhia como seus discípulos ou não. Talvez, isto nos queira dizer o quanto precisamos ser mais criteriosos e mais seletivos nos nossos relacionamentos. Ou seja, devemos sempre procurar enxugar os nossos relacionamentos, nossas companhias e amizades; observar quem nos levanta e quem nos derruba, quem nos alegra e quem nos deprime, quem nos enriquece e quem nos empobrece, etc. Evidentemente, não se trata, aqui, de alimentarmos uma espécie de puritanismo, elitismo ou qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja. Trata-se, no fundo, de sabermos distinguir pessoas de pessoas e de nunca perdermos de vista com quem estamos nos relacionando e quem é que temos diante de nós, o tempo todo. Aliás, quanto a isto, já nos alertava alguém, ao dizer: "Evite misturar-se com seus dissemelhantes". Tais palavras me fazem lambrar Jesus quando dizia para não jogarmos pérolas aos porcos. São coisas que nos fazem pensar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;5.&lt;/span&gt; "Vós também não quereis ir embora? Pedro responde: A quem iremos Senhor"?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Pedro reconhece que não há, fora de nós mesmos, outra opção, outros caminhos ou alternativas para quem busca ser feliz, para quem procura a Deus. Ou seja, a vida espiritual, que se dá na busca e no encontro de cada um consigo próprio, não é uma tarefa facultativa, opcional. É, antes, uma realidade imperativa, um caminho compulsório. Conclusão: Ou nos encontramos e nos tornamos felizes, de uma vez por todas; ou, ao contrário, nos perdemos e incorremos no risco de uma eterna infelicidade. As cartas estão lançadas. Avancemos e não tenhamos medo. Deus está conosco.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4292173958108815522?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4292173958108815522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4292173958108815522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/08/xxi-domingo-do-tempo-comum-jo-6-60-69-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-8674297342494219190</id><published>2009-08-08T08:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T04:13:13.512-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (Jo 6, 41-51)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; "Os judeus murmuravam a respeito de Jesus: Não é este o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Aqui, a grande dificuldade dos judeus é, no fundo, a dificuldade de todos nós, de entender e aceitar a realidade da encarnação de Jesus, a realidade de um Deus que desceu ao nosso nível, que se tornou homem, que assumiu nossa humanidade, que quis ser um de nós e que ousou misturar-se conosco. Por outro lado, a posição de Jesus é clara: quem quiser ser divino, seja humano. Isto significa dizer que a nossa humanidade não constitui um impedimento à nossa divindade. Podemos, muito bem, ser filhos de José e de Maria e, ao mesmo tempo, filhos de Deus, do divino. Ou seja, não devemos opor aquilo que não está, e nunca esteve, em oposição; pelo contrário, encontra-se em perfeita sintonia. Assim, somos chamados a entender, de uma vez por todas, que a santidade passa pela terrenidade, a vida do céu passa pela vida da terra, o divino não é o que sobe, é o que desce; não é o que voa, e sim, o que aterrissa. Em outras palavras, nada do que somos nós, humanamente falando, nos pode afastar de Deus; nem mesmo nossos erros, limitações e pecados e, menos ainda, coisas como o nosso mau-humor, nossa cara feia ou aparência relaxada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt; E, por qual razão, o que somos não constitui nenhum obstáculo para a nossa salvação e eternidade?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por um motivo muito simples: nós não somos o que somos; não somos a nossa aparência, nossos pensamentos ou sentimentos. Tudo isto muda, desaparece; é hoje e, amanhã, não mais será. Ao contrário, somos o que não morre em nós, a nossa essência espiritual. Como dizia um grande sábio: "somos o que restar de nós quando não restar mais nada". O mesmo, antes, já afirmava Jesus, ao dizer que o Espírito é que dá a vida e que a carne não adianta nada. Nesta perspectiva, nosso grande desafio é que sejamos capazes de olhar mais profundamente para nós mesmos, procurando perceber a essência e não a aparência, o que está dentro e não o que está fora, o definitivo e não o provisório. Trata-se da necessidade de nos desapegar de nossas falsas identidades. Afinal, nada do que pensamos ser, somos; nada do que pensam que somos, somos. Nenhum título, nenhuma profissão, nenhum reconhecimento social, nenhuma tradição familiar, nenhum talento especial ou coisa do gênero, tem a capacidade de nos definir. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Sendo assim, o maior investimento que alguém pode fazer na sua vida, é no seu auto-conhecimento, uma vez que a pior doença que existe é a ignorância existencial, é não saber quem somos, de onde viemos e nem para onde vamos. E o mais grave de tudo é que, quanto menos sabemos sobre nós próprios, tanto maior será a nossa ignorância sobre os outros e sobre todas as coisas. Pois, na verdade, como diziam os antigos: "aquele que conhece tudo, mas não se conhece, ainda não conhece nada".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt; "Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O texto não poderia ser mais claro: o alimento que comeram os nossos pais, por melhor e mais substancioso que tenha sido, já não serve para nós. Ou seja, as soluções oferecidas no passado, não servem para resolver os problemas do momento presente. Somos desafiados, a cada dia, a buscar soluções novas para os novos problemas de hoje. Novos pães para novas fomes. Este é um verdadeiro banho de água fria que o evangelho dá nas mentes mais conservadoras, naqueles que teimam em olhar só para trás e se recusam a enxergar um palmo que seja além do seu próprio nariz. Afinal de contas, nosso Deus não é aquele que foi, e sim, aquele que é. A perspectiva é sempre do presente e nunca do passado. Aliás, o momento presente é o único que temos. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. Portanto, quem vive no passado ou no futuro, perde o instante, perde o único tempo que realmente existe. Neste sentido, segundo o evangelho em causa, somente quem se mostar capaz de estar inteiramente presente no presente, atento a todas as suas circunstâncias e aberto às novidades de cada momento, é quem terá possibilidade de saciar a sua fome, verdadeiramente. Este, sim, terá entendido as palavras do Cristo que diz: "eis aqui o pão que desce do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente". Oxalá que sejamos um destes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-8674297342494219190?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8674297342494219190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8674297342494219190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/08/xix-domingo-do-tempo-comum-jo-6-41-51-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-6675138979290698101</id><published>2009-07-31T02:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T06:14:14.977-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;XVIII DOMINGO COMUM (Jo 6, 24-35)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; "Subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum... Jesus disse-lhes: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;A multidão que procura Jesus, no evangelho em pauta, representa o conjunto de toda a humanidade, todos e cada um de nós em particular, quando buscamos satisfazer nossas fomes, nossos desejos e nossas necessidades humanas, ora nas coisas materiais (pão), ora nas pessoas (Jesus). Num primeiro momento, estas pessoas do texto, somos todos nós que buscamos a felicidade, via de regra, nos bens materiais, tais como: casa, comida, bebida, emprego, conforto, etc., e naquilo que eles nos podem proporcionar, efetivamente. Por outro lado, num segundo momento, somos nós, quando fazemos com que a nossa felicidade dependa das pessoas, dos outros, daqueles com quem nos relacionamos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; "Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Jesus Cristo nos mostra que este caminho de felicidade que escolhemos, definitivamente, é um falso caminho. É bem verdade que a nossa mente desavisada facilmente se inclina a pensar que estaremos satisfeitos e felizes se possuirmos um certo número de riquezas, um certo número de posses, uma certa quantidade de prazer. Mas, se estivermos bem atentos ao que se passa, logo perceberemos que, quanto mais possuímos, mais desejamos possuir; quanto mais bebemos desta água, mais temos sede, mesmo que, se por um momento, nossa sede se acalme. Nestas observações sobre o funcionamento do nosso desejo, vemos que os objetos do desejo, em lugar de acalmá-lo, de preenchê-lo, não fazem senão aprofundá-lo cada vez mais. É, por isto mesmo, que Jesus tenta introduzir-nos num outro caminho, num outro pão, numa outra fonte de felicidade. A pergunta é: isto é possível? É possível conhecer uma felicidade que não seja dependente dos objetos de felicidade?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ora, a maior parte do tempo nós somos felizes por causa de nossa saúde, por causa de uma posse. Nossa felicidade tem dependido de uma realidade externa. É hora de convidarmos o nosso psiquismo a conhecer uma felicidade não-dependente. Não dependente das circunstâncias, não dependente dos acontecimentos. Uma felicidade que seja uma fonte no interior de nós mesmos. E mesmo que os acontecimentos externos sejam nefastos ou muito difíceis, podemos sempre provar desta fonte. Afinal, nós todos conhecemos algumas pessoas que têm tudo para serem felizes, mas não são. E conhecemos também outras pessoas que não têm nada para serem felizes, nenhum destes objetos com os quais identificamos a felicidade e, no entanto, testemunham uma paz interior de fazer inveja.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt; "Não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Eu sou o pão da vida".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Aqui, Jesus nos fala da necessidade de buscarmos um alimento diferente. Ele nos ajuda a perceber, verdadeiramente, de que temos fome, afinal de contas. Trata-se de perguntarmos: o que desejamos essencialmente quando comemos algo? Qual é a nossa fome fundamental? Será que não estamos buscando a comida errada, por uma vida inteira? Aquela que, como diz Jesus, nunca nos saciará plenamente? Não estaremos buscando a coisa certa no lugar errado e com os instrumentos também errados?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Eu costumo pensar que a nossa felicidade não está na satisfação dos nossos desejos, das nossas fomes humanas, e sim, na nossa capacidade de enxugá-las, de diminuí-las, a fim de que possamos perceber e desejar o alimento essencial: Deus. Pois, como nos dizia Jesus, em outra passagem dos evangelhos: "buscai primeiro o Reino de Deus e tudo o mais vos será acrescentado". Por outro lado, quando alimentamos expectativas de que as pessoas é que nos farão felizes, tendemos à frustração, uma vez que nos frustramos na medida das nossas expectativas. Além de que, neste particular, não podemos pedir o infinito ao finito, o absoluto ao relativo. Por isso mesmo, nada e ninguém neste mundo têm condições de saciar a nossa fome e de nos dar felicidade. A saciedade e a felicidade são dádivas de Deus e de ninguém mais. Isto me faz lembrar aquela estória do homem que procurava as chaves de sua casa embaixo de uma luminária na sua rua. Um amigo que passava pergunta-lhe: "você tem certeza de que a perdeu aí?" Ao que ele respondeu: "Não, eu a perdi lá no quintal, mas aqui está mais claro". Então, fica evidente que precisamos procurar a coisa certa, no lugar certo e com os instrumentos certos. Caso contrário, nada feito.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Eis, portanto, o nosso grande desafio: Libertar-nos dos objetos do nosso desejo e descobrir, de fato, o sujeito do nosso desejo. Somente assim, se cumprirá em nós a palavra do evangelho, que diz: "quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-6675138979290698101?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6675138979290698101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6675138979290698101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/07/xviii-domingo-comum-jo-6-24-35-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-3253770766883428120</id><published>2009-07-24T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T04:11:01.542-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;XVII DOMINGO COMUM (Jo 6, 1-15) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;(A multiplicação dos pães e dos peixes)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O texto nos ajuda a entender o que devemos fazer diante da realidade da fome, pobreza e carências diversas que se fazem presentes no mundo em que vivemos. Ou seja, qual deve ser a melhor atitude frente aos milhões de necessitados e de necessidades humanas? O Evangelho nos apresenta, por assim dizer, um caminho iniciático extremamente prático e objetivo, composto de várias etapas:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Jamais devemos deixar de acreditar que, se existe um problema, é porque existe uma solução.&lt;/span&gt; Podemos desconhecer tal solução ou ela pode ser bastante difícil e complicada; porém, isto não nos dá o direito de negá-la ou tomá-la como inexistente. Todos conhecemos o ditado popular que diz que "Deus dá o frio conforme o cobertor". Assim sendo, os nossos problemas, longe de serem obstáculos intransponíveis, como muitas vezes os enxergamos, constituem um desafio à nossa inteligência, à nossa capacidade, aos nossos potenciais externos e internos, à nossa sensibilidade e inventividade. Isto significa dizer que os problemas nos mobilizam e nos capacitam a que lhes ofereçamos respostas e alternativas pontuais que, na ausência deles, não teríamos necessidade alguma de buscar. Daí que, as dificuldades da vida podem ser vistas como um presente de Deus, uma bênção, uma graça e uma oportunidade para o engrandecimento da nossa jornada pela vida. Deste modo, podemos dizer que viver é tornar-se capaz de encontrar soluções para os problemas da vida e, mais ainda, viver bem, com qualidade, é tornar-se capaz de oferecer as melhores soluções para os piores problemas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt; Busquemos sempre superar a ilusão da separatividade, aquela idéia de que os outros são os outros e nós somos nós e de que não temos nada a ver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; com os problemas alheios.&lt;/span&gt; Os discípulos de Jesus, num primeiro momento, foram tentados a pensar assim: dispensar as multidões e pedir para que cada um se virasse sozinho na busca de comida. Ora, esta não é a realidade. Ao contrário, estamos sempre implicados uns nos outros. E o evangelho é claro: "dai-lhes vós mesmos de comer". Ou seja, somos responsáveis uns pelos outros; o problema de um de nós é o problema de todos nós. Portanto, não existem dois lados, o lado dos outros e o nosso. Todos os lados são o mesmo lado, são o nosso lado. Estamos, pois, no mesmo barco e se ele afundar, arrasta-nos a todos, indistintamente. Lembrem-se da história do naufrágio do Titanic: havia passageiros de primeira, segunda e terceira classes. Entretanto, quando afundou, todos apresentaram-se igualmente vulneráveis. Assim sendo, só nos resta cuidar uns dos outros, a fim de que todos possamos estar bem. Se cuidarmos apenas de nós mesmos, mais cedo ou mais tarde, sofreremos os respingos das situações indesejáveis em que vivem os demais, a quem viramos as costas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt; Procuremos superar a tentação das soluções teóricas, dos discursos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;abstratos e dos debates de idéias, apenas.&lt;/span&gt; Muitas vezes, conversamos muito sobre os problemas porque não os queremos resolver. É como se as nossas conversas em torno das dificuldades reais, servissem para substituir atitudes concretas que nós, efetivamente, não estamos tomando. Só palavras e nada mais. E é isto que, em geral, tem acontecido nos meios políticos, educacionais e, até mesmo, nas nossas comunidades de Igreja: reuniões e mais reuniões. Se não tivermos o devido cuidado, as nossas conversas, debates e reuniões sobre os problemas das pessoas e do mundo, se tornam um fim em si mesmas, e não, um meio para que se encontrem as saídas. Aliás, um amigo padre certa vez perguntava a outros colegas: "para que serve uma reunião"? E ele próprio respondia: "para marcar a outra". Ora, Jesus, ao contrário, no evangelho de hoje, age no nível do problema. Ele oferece pão para quem precisa de pão e não manda, simplesmente, que rezem pelos famintos e necessitados. Assim, também, devemos sair do universo das teorias e iniciar alguma coisa concreta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;4.&lt;/span&gt; Aprendamos a agir inteligentemente.&lt;/span&gt; Ou seja, não basta fazer por fazer, ou fazer de qualquer maneira. É fundamental fazer da melhor maneira, planejando e organizando a nossa ação, a fim de que seja a mais inteligente possível e a que melhor alcance os resultados almejados. Foi por isso que Jesus mandou que todos se sentassem na grama; depois, fez a benção dos pães e dos peixes, distribuiu-os com os discípulos e, estes, depois, com a multidão. Isto significa dizer que precisamos sempre qualificar melhor o que fazemos, superando a tentação de ir fazendo de qualquer jeito e, ao mesmo tempo, imprimindo atenção, preparação, reflexão, disciplina, avaliação e tudo o mais que for necessário para a obtenção dos melhores resultados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;5.&lt;/span&gt; Realizemos o que está ao nosso alcance.&lt;/span&gt; Ou seja, não somos obrigados a dar comida a todos os famintos da face da terra, mas podemos e devemos fazer aquilo que está no nosso poder e que é compatível com as nossas reais condições. Alguém de nós pode muito bem dizer que não faz mais pelos outros porque também precisa de ajuda, também é pobre. Mas, um dia, quando melhorar de situação, aí sim, poderá dar a sua contribuição. Ora, se um de nós espera ajudar os outros somente quando tiver numa melhor situação, correrá o risco de nunca ajudar ninguém, pois sempre vai achar que ainda não pode, mesmo que melhore de situação. Lembremo-nos, à luz do evangelho, de que não temos todos os recursos que gostaríamos de ter em mãos; porém, temos cinco pães e dois peixes e é com eles que somos chamados a contribuir para saciar a fome do mundo. Em outras palavras, há duas coisas igualmente importantes que um ser humano precisa saber na vida: o que ele pode e o que ele não pode. Muitos, só pensam no que podem e, por vezes, acham que podem tudo. Por isso, frustram-se, mais cedo ou mais tarde. Outros, só pensam no que não podem e, por vezes, acham que nada podem. Estes, têm uma vida miserável, do princípio ao fim. A sabedoria se revela quando buscamos o justo equilíbrio entre o poder e o não poder, reconhecendo que nunca podemos todas as coisas, mas sempre podemos algumas coisas e que, nestas, somos chamados a investir o melhor de nós mesmos, para o nosso bem e o bem de toda a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;6.&lt;/span&gt; Precisamos investir numa prática de austeridade, evitando todo o acúmulo, os desperdícios, os excessos e o esbanjamento desavergonhado.&lt;/span&gt; Jesus pediu que recolhessem as sobras, para que nada se perdesse. E assim o fizeram e encheram doze cestos, diz o evangelho. Ora, sabemos que os bens da terra são finitos e são os mesmos para todas os seus habitantes. Assim sendo, o que sobra para uns pode ser exatamente o que está faltando para outros tantos. Portanto, não são suficientes para sustentar a riqueza de todos, mas são mais do que suficientes, se bem distribuídos, para oferecer uma vida digna a todos e a cada um. Certamente, o desejo de Jesus para a sociedade como um todo, não é que os ricos distribuam suas riquezas aos pobres e, estes, por sua vez, fiquem ricos. Ora, isto apenas inverteria as posições e não seria solução para nada. Com mais propriedade, vejo que toda a Sagrada Escritura nos leva a acreditar que o sonho de Deus é o de uma sociedade que aprenda a equilibrar-se entre os extremos da carência e do esbanjamento. Nesta busca, talvez, sejamos forçados a comprenender que a felicidade das pessoas nunca virá como fruto de uma mera distribuição da riqueza do mundo entre todos, e sim, pela igual distribuição da pobreza e da austeridade, de uma vida mais simples, da diminuição dos nossos desejos, ambições e vaidades e de uma forma mais responsável e menos inconsequente no uso dos bens que passam pelas nossas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Tomara Deus que este itinerário percorrido por Jesus, no evangelho em pauta, diante da fome das multidões do seu tempo, seja uma luz a iluminar nossa jornada nos dias atuais, diante das inúmeras carências de irmãos e irmãs.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-3253770766883428120?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/3253770766883428120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/3253770766883428120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/07/xvii-domingo-comum-jo-6-1-15.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-8408181566237764208</id><published>2009-07-16T07:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T09:07:00.205-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;XVI DOMINGO COMUM (Mc 6, 30-34)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;/span&gt; Mais uma vez, o evangelho começa e termina falando de ensinamento: primeiro, dos apóstolos; depois, de Jesus. Isto nos indica, claramente, que a nossa missão neste mundo é ensinar. E isto não é nenhuma presunção, pois só ensina verdadeiramente quem, antes, foi capaz de aprender. Portanto, estamos aqui para aprender, com tudo e com todos. O mundo é a nossa escola, as pessoas são nossos mestres e os acontecimentos que nos envolvem são o conteúdo programático dessa aprendizagem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;/span&gt; Neste sentido, é fundamental a gente saber que tudo na vida tem um propósito, uma razão de ser, um sentido; mesmo as coisas dolorosas, ruíns ou aparentemente absurdas. Podemos não conhecer, mas também nelas existe um propósito, uma lição a ser dada, uma mensagem que se revela. Sendo assim, quem deseja viver bem e com sabedoria, precisa ter uma postura aberta e acolhedora da vida como ela é; precisa aceitar que não temos o controle sobre nada; que o que nos vai acontecer hoje ou amanhã, não depende de nós. Por exemplo, quem dentre nós pode estar livre de um acidente, de um raio, de uma perseguição, de uma tragédia natural, de uma inveja, ciúme ou intriga, de um alimento contaminado ou de um descuido qualquer?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt; Nesta linha de raciocínio, podemos e devemos mudar a nossa postura frente aos acontecimentos. Quem sabe, ao invés de perguntarmos: por que isso foi acontecer comigo? Passemos a perguntar: o que este acontecimento está tentanto me ensinar? Com certeza, esta nova postura interior nos ajudará a que fiquemos menos aborrecidos, menos incomodados e mais conformados com a vida e, acima de tudo, nos fará crescer como seres humanos. Logo veremos que aquilo que nos acontece de ruím não é o mais importante. O que importa, de verdade, é o que fazemos com aquilo que nos acontece. Assim, por exemplo, para uma pessoa desatenta, a morte de uma lagarta é só mais a morte de um bichinho. Entretanto, para quem está mais atento, a morte de uma lagarta é o nascimento de uma borboleta. E isto vale, igualmente, para a perda de um emprego, o fracasso de um casamento, a morte de um ente querido, etc.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;4.&lt;/span&gt; Em outras palavras, devemos aprender a lançar um olhar positivo sobre todas as coisas da vida, inclusive, sobre as que parecem negativas, absurdas ou inaceitáveis. Elas também têm o seu lugar ao sol. Trata-se, aqui, de transformar tudo numa oportunidade de crescimento, de testemunho de fé, de mostrar quem somos de fato. Aliás, não se conhece uma pessoa antes que o sofrimento tenha batido à sua porta. É muito fácil ser equilibrado quando tudo está equilibrado. Porém, nossa real identidade só se revela nas tribulações e no sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;5.&lt;/span&gt; Todavia, só teremos condições de enfrentar serenamente os sofrimentos da vida, preparando-nos para eles, de preferência, antes que cheguem até nós, pois não sabemos o dia nem a hora. Como já dizia um grande sábio: "a felicidade nunca está ao alcance dos despreparados". Ou, no dizer de um outro: "a sorte é quando o preparo encontra a oportunidade". E, aqui pra nós, sempre haverá uma oportunidade para quem se prepara. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;6.&lt;/span&gt; O evangelho continua dizendo que havia tanta gente chegando e saindo que os apóstolos não tinham tempo nem para comer. Este é, de fato, um retrato fiel da nossa vida hoje. Somos caracterizados pela correria, a pressa e a falta de tempo. O curioso é que corremos para ter mais tempo e, ainda assim, não o temos. É como aquela estória do piloto de avião que disse aos seus passageiros: "senhoras e senhores, tenho duas notícias para lhes dar. A primeira é que, neste exato momento, perdemos o contato com a terra e não sabemos onde estamos e nem para onde vamos; a segunda é a notícia boa: a aeronave está em perfeitas condições e estamos voando à toda velocidade". Isto seria cômico se não fosse trágico. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;7.&lt;/span&gt; Assim somos nós: sempre correndo. Corremos para chegar num dado lugar, depois corremos para voltar de lá. Ou seja, nunca estamos plenamente em lugar algum, por um breve momento que seja. Estamos o tempo todo em trânsito. O pior, ainda, é que quando você vê todo mundo correndo, começa a correr também. Facilmente pegamos os rítmos uns dos outros. E o mais trágico em tudo isto é que quando não precisamos mais correr de forma alguma, num feriado, num dia santo, numas férias ou na aposentadoria, não conseguimos mais parar. Afinal, depois de tantos anos de correria, torna-se praticamente impossível livrar-nos dela. Vejam a loucura a que chegamos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;8.&lt;/span&gt; A proposta de Jesus para todos nós é clara: "venham sozinhos para um lugar deserto e afastado e descansem um pouco". É isto o que todos nós necessitamos: dar um basta a essa pressa louca que não nos levará a lugar nenhum. Aliás, muitas vezes, corremos de um lugar a outro, de uma situação a outra; mudamos aqui e ali, ora de emprego, ora de carro, de casa, de esposo ou esposa... porque, no fundo, não temos coragem de mudar a nós mesmos. Neste sentido, já nos dizia o poeta: "não corras, não tenhas pressa. Afinal, aonde tens de ir é somente a ti". A ordem, então, é uma só: parar, reduzir nossas atividades, enxugar nossa agenda, viver mais devagar; perceber que a calma não é incompatível com a eficiência. Ao contrário, a pressa é que nos torna superficiais e frustrados. Pesquisas realizadas nos atestam que a própria inteligência aumenta quando pensamos menos e mais lentamente e que a velocidade com que pensamos é diretamente proporcional ao esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;9.&lt;/span&gt; Conclusão: Se tivermos urgência em fazer algo, a única garantia de que o faremos é fazendo devagar, com calma. Não precisamos nos apressar nem mesmo para buscar a Deus. Não há qualquer necessidade de correr para encontrá-lo. Aprendi que não é aquele que busca apressado que encontra Deus, e sim, aquele que se sente à vontade, em casa no universo, descontraído com a existência, numa atitude de aceitação total e de uma serena interação com tudo e com todos na vida. Aliás, Deus nunca exige que façamos nada, que mudemos nada. Apenas, deseja que sejamos atentos e vigilantes diante de tudo. Tudo o mais virá como consequência natural.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;10.&lt;/span&gt; Então, a partir de hoje, ao invés de dizermos aos outros, como costumamos dizer: "não fique aí parado, vê se faz alguma coisa", quem sabe, possamos dizer diferentemente: "não fique aí o tempo todo fazendo as coisas, vê se pára um pouco, se aquieta e pergunta o que realmente importa fazer". Afinal, não estamos aqui para fazer muitas coisas. Estamos aqui para não deixar de fazer o essencial. Compreender isto é o grande desafio da vida e o segredo do bem viver.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-8408181566237764208?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8408181566237764208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/8408181566237764208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/07/xvi-domingo-comum-mc-6-30-34-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-934923958742010496</id><published>2009-06-12T08:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T02:55:03.411-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;XI DOMINGO DO TEMPO COMUM (Mc 4, 26-34)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;1. "O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Isto significa que a nossa primeira tarefa na vida, como seres humanos e como cristãos, é semear, agir e agir com autonomia, de forma não-dependente. Afinal, não é justo que nos tornemos reféns da vontade dos outros. Isto equivale a dizer que o Reino de Deus acontece em nossas vidas quando deixamos de viver para dar satisfação aos outros ou cumprir expectativas alheias. Devemos agir e viver por nós mesmos, pela nossa consciência, por nossa própria motivação. Todavia, é sempre bom lembrar que isto não é nada fácil, pois o que mais buscamos na vida, em geral, é a aprovação dos outros, a aceitação pública, o reconhecimento, etc., nem que para isto sejamos obrigados a sacrificar os nossos valores, princípios e nossa própria consciência. Como é difícil aceitar não ser aceito; assimilar uma crítica, uma reprovação, um comentário desfavorável, um ambiente hostil, etc. Precisamos de muito esforço, exercício e dedicação para que não nos desviemos do nosso eixo, da nossa verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;2. Por outro lado, agir incondicionalmente significa tomar consciência de que os primeiros destinatários do que fazemos, somos nós mesmos. Ou seja, existe uma pessoa, que é a minha pessoa, antes de qualquer outra pessoa. Logo, tudo o que fazemos aos outros, o recebemos primeiro. E isto se aplica tanto em relação a atitudes positivas quanto a negativas. Por exemplo, quando temos raiva, recebemos raiva; quando sentimos amor, recebemos amor. Muitas vezes, o que desejamos ou fazemos, direcionado aos outros, nem mesmo chega ao destino almejado; entretanto, nunca deixa de atingir-nos a nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;3. Agir incondicionalmente, significa, ainda, saber que toda boa ação é completa em si mesma, prescinde de qualquer resultado ou da necessidade de uma resposta, de um reconhecimento, de uma reação. Isto é, quando eu planto, eu já colho. Meu pai, por exemplo, era agricultor e ao chegar o tempo do plantio, ele sempre plantava, com a terra molhada ou seca. Isto porque, plantar, para ele, era uma satisfação; e colher, quando havia colheita, era outra satisfação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;4. Agir incondicionalmente é, também, desprender-se dos resultados. Aliás, os resultados daquilo que fazemos nunca dependem de nós; não temos nenhum domínio neste campo. A única coisa que controlamos, ainda que de modo relativo, é a nossa atitude pessoal. Por isso, em tudo na vida, devemos sempre fazer a nossa parte, da melhor forma possível, e acreditar que os outros farão a parte deles e que os resultados, mais cedo ou mais tarde, aparecerão como consequência natural da nossa motivação e entrega ao que fizemos. Afinal de contas, quando agimos, sempre despertamos a ação dos outros e, se a ação é boa, naturalmente, despertamos a bondade no agir alheio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;5. Agir incondicionalmente é semear sem esperar ou exigir as condições ideais do terreno no qual semeamos. O que acontece, boa parte das vezes, é que ficamos aguardando um tempo e um ambiente totalmente favoráveis para fazer o que temos de fazer. Ora, isto, definitivamente, não existe. Precisamos aprender a trabalhar com o que temos, com o que está em nossas mãos, com a realidade possível. Esta é a única existente; o resto é abstração e nada mais. Portanto, a ordem é: começar já. Afinal, só poderemos aperfeiçoar aquilo que iniciamos. Logo, só nos resta iniciar agora mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;6. "O Reino de Deus é como um grão de mostarda".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Isto nos quer indicar o grande valor que existe nas `pequenas coisas, nos acontecimentos do cotidiano e nas pessoas simples. No fundo, a parábola da semente de mostarda é um convite a que retornemos à simplicidade de outrora, quando éramos todos felizes e não sabíamos. Trata-se de mudarmos os nossos referenciais de valor, nossos paradigmas, para sabermos que a felicidade não consiste em se ter algo diferente daquilo que se tem ou em adquirir sempre mais coisas, somando-as às muitas já possuídas. Pelo contrário, o ser humano feliz de verdade é aquele que pode prescindir do mais possível. Assim, o grão de mostarda a que se compara o Reino de Deus, convida-nos e desafia-nos a diminuir os nossos desejos, enxugá-los ao máximo e adequá-los às nossas reais necessidades. Este é, quem sabe, o único caminho que pode levar uma real quietude ao coração humano. O contrário, poderá ser insuportável para o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Na prática, por exemplo, diante da tentação do consumo desenfreado de bens, da mania de comprar por comprar e do hábito de acumular coisas sobre coisas, podemos sempre nos perguntar, antes de qualquer compra que desejemos fazer: eu necessito mesmo disto ou apenas quero isto? Ora, se formos honestos e levarmos a resposta à sério, logo perceberemos que precisamos de muito pouco para viver com felicidade e com plenitude. E, mais do que isto, tomaremos consciência de que o pouco de que precisamos, já temos conosco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-934923958742010496?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/934923958742010496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/934923958742010496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/06/xi-domingo-do-tempo-comum-mc-4-26-34-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-6792122671296588410</id><published>2009-05-29T10:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T14:53:35.741-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;DOMINGO DE PENTECOSTES: O NASCER DA IGREJA, NO ESPÍRITO SANTO.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;( Reflexões extraídas do meu livro: "O Espírito Santo pede passagem".)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;1.&lt;/span&gt; Na história do cristianismo, sempre se acreditou que a Igreja nasceu no dia de Pentecostes, isto é, com a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. Esta constatação é de extrema importância por evidenciar que o Espírito possui, na Igreja, desde o início, um caráter institucional. &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;Assim, a Igreja-Instituição não se baseia, como muito se pensou, na encarnação do Verbo, mas numa decisão dos apóstolos, inspirados e encorajados pelo Espírito Santo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;2.&lt;/span&gt; Ora, disto se compreende que, se a Igreja nasceu de uma decisão, então ela continuará a existir se os cristãos e os homens de fé no Cristo ressuscitado e no seu Espírito, renovarem continuamente esta decisão e encarnarem a Igreja nas situações novas que se lhes apresentarem, independentemente da cultura: grega, medieval ou atual. Deste modo, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Igreja não se pode impor como uma grandeza completamente estabelecida e definida, mas como uma realidade sempre aberta a novos encontros&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;situacionais e culturais&lt;/span&gt; e, dentro destas realidades mutantes, deve encarnar e anunciar, de modo compreensível, a mensagem libertadora de Cristo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;3.&lt;/span&gt; É a partir desta compreensão e, somente dela, que devemos pensar a realidade da Igreja. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ela deve ser buscada, não mais a partir do Jesus carnal, como aconteceu no passado, mas a partir do Cristo ressuscitado, existindo&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;agora na forma de Espírito.&lt;/span&gt; Contudo, não apenas o Espírito Santo como a terceira pessoa da Trindade, mas como a força, a energia e o modo de atuação mediante o qual o Senhor permanece presente na história e continua a sua obra no mundo. Só assim é que podemos dizer que a Igreja é o sacramento, sinal e instrumento do Cristo ressuscitado, no aqui e agora da nossa história.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;4.&lt;/span&gt; Nesta perspectiva, se a atual presença de Cristo no mundo, através do Espírito Santo, não conhece mais limitações e obstáculos, então, seu corpo, que é &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a Igreja, não se pode também enclausurar nos limites de suas verdades próprias, de sua dogmática, do seu catecismo, de seus ritos, de sua liturgia, de suas normas e leis e do seu direito canônico.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;5.&lt;/span&gt; Isto equivale dizer que, as instituições eclesiásticas, somente se estiverem abertas a um contínuo aperfeiçoamento, mudança e adaptação aos novos tempos, é que podem ser um serviço autêntico ao mundo. Caso contrário, correm o risco de tornarem-se redutos de conservadorismo e instrumentos de opressão que bloqueiam o desenvolvimento libertador da graça e da fé. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Assim, todas as instituições e mecanismos de Igreja são chamados a ser sacramentos a serviço do Espírito, pelos quais o ressuscitado atua hoje e faz-se presente na visibilidade histórica da&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;humanidade.&lt;/span&gt; De outro modo, se enrijecerem demais e recusarem-se à funcionalidade dinâmica desta fé e desta graça, podem tornar-se um contra-testemunho do reino e da presença do ressuscitado no mundo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;6.&lt;/span&gt; Concluímos que, da Igreja só podemos falar a partir da chegada do Espírito Santo, em pentecostes. Ela é um acontecimento fundamentalmente do Espírito. Espírito que, primeiro, ressuscitou Jesus dentre os mortos, transformando-lhe a existência carnal em existência espiritual; e, depois, desceu sobre os doze para fazê-los apóstolos, fundadores da comunidade eclesial. Igreja, neste sentido, é mais um acontecimento primordial do que propriamente uma instituição com todos os seus bens, serviços, leis, doutrinas e ministérios constituídos. Aliás, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nunca é sobre a Igreja que nos devemos apoiar, e sim, sobre aquilo que constitui o seu próprio apoio e sua&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;real força: o Espírito.&lt;/span&gt; A referência última, portanto, deixa de ser a Igreja ou seus modelos e passa a ser o Espírito de Deus que age no mundo, ao qual ela é, incessantemente, chamada a converter-se.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;7.&lt;/span&gt; Isto tudo nos permite afirmar que, pela força do Espírito, todos os seres humanos e, com mais razão, todos os cristãos, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;somos chamados a ser a mais recente edição de Jesus Cristo na face da terra. Uma edição totalmente nova, revisada, ampliada e atualizada, capaz de responder às exigências e desafios&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;próprios do tempo presente.&lt;/span&gt; É nesta consciência e somente nela que o Cristo poderá permanecer vivo e atuante no coração do ser humano e no coração do mundo. Eis o verdadeiro pentecostes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;8.&lt;/span&gt; Ou seja, por meio da missão do Espírito, a humanidade reinventa a ação de Cristo, a seu modo, múltiplo e diverso, em todos os recantos do tempo e do espaço, a fim de formar uma grande ação, uma única história. O Espírito é, por natureza, um criador de diversidades. Sua ação é múltipla e seu papel consiste em multiplicar a ação de Cristo, conforme a extensão da diversidade humana. O Espírito reinventa e cria. Nossas ações são novas criações. E é sob o olhar do Espírito que elas, por assim dizer, retomam e dão continuidade à ação de Jesus Cristo. Na verdade, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não existe um modo específico de uma pessoa, hoje, se parecer com o Cristo, tal como Ele se mostra nos evangelhos. Cada qual imita tanto melhor o Cristo, quanto mais for original na criação do seu próprio modelo e no exercício pleno de sua unicidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;9.&lt;/span&gt; Neste ponto, fica claro que o Espírito Santo é enviado para fazer-nos agir. Suas ações são nossas ações. Ele não tem ações próprias, tem apenas as nossas. Com isto, &lt;span style="color:#000000;"&gt;nossas ações tornam-se ações do Espírito de Deus.&lt;/span&gt; Todavia, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nós não agimos a partir de nós mesmos, mas a partir da ação que é o Espírito, que concebe a ação antes de nós, colocando-a em movimento.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;10.&lt;/span&gt; Sem dúvida, sabemos que nossas ações são sempre limitadas pelo nosso corpo e pela nossa inserção no mundo. Mas elas não são, apenas, reflexo deste contexto ou destes limites. Muito mais que isto, podem ser inteiramente explicadas por sua fonte, pela energia ilimitada, pelo esforço infatigável e o movimento infinito do Espírito, que é a ação por excelência, animadora de toda ação. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;11.&lt;/span&gt; Esta missão do Espírito teve início na vida terrestre do Jesus histórico e desabrocha continuamente na ação da humanidade como um todo e na ação de cada um de nós, em particular, que refaz a história a cada instante.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-6792122671296588410?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6792122671296588410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6792122671296588410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/05/pentecostes-uma-igreja-que-nasce-do.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-1264645774853316049</id><published>2009-05-23T07:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T13:54:39.166-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;DOMINGO DA ASCENSÃO ( Mc 16, 15-20 )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;1. A Ascensão de Jesus é como se Ele nos quisesse dizer claramente:"O meu tempo acabou. Cumpri minha missão. Agora, eis que é chegado o tempo de vocês. Vivam-no e cumpram nele a missão que lhes é confiada". Isto significa que Cristo saiu de cena para que nós pudéssemos entrar em cena. A sua ausência física no mundo se converte em presença espiritual, através de cada um de nós. Então, a partir da Ascensão, mais apropriado do que perguntarmos por Deus, é perguntarmos sobre nós; antes de querermos saber sobre a ação de Deus, procuremos ver as nossas ações.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Quanto ao evangelho de Marcos, o aspecto que merece relevância no texto, refere-se aos sinais concretos que acompanharão os que acreditarem, segundo as palavras do próprio Jesus. São eles:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1º) "Expulsarão demônios em meu nome"&lt;/span&gt; - Sabemos que a possessão demoníaca, segundo a tradição, é o símbolo mais contundente da alienação humana. Uma pessoa possuída era aquela que havia perdido a sua auto-determinação, sua liberdade, seu domínio. Enfim, o possesso era aquele que se havia perdido de si mesmo, à medida que se deixava conduzir por outras forças, por outras vontades, por outros espíritos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Podemos dizer que, hoje, os verdadeiros possessos somos todos nós, quando vivemos, simplesmente, para dar satisfação aos outros ou para responder a expectativas alheias, sacrificando nossos próprios valores e negligenciando nossa própria consciência. Sendo assim, expulsar demônios significa ter a capacidade e a coragem de superar este nível fácil e superficial das críticas e dos aplausos; superar a tentação de querer agradar a todos e alcançar, com isto, o reconhecimento de todos. É saber que mais importante do que nossa reputação é o nosso coração, nossa motivação interior, nossa consciência cristã, nossa fé.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2º) "Falarão novas línguas"&lt;/span&gt; - Falar novas línguas é a imagem que nos fala mais e melhor da abertura de espírito, de uma mente arejada, do respeito aos outros e ao diferente e de uma atitude mais inclusiva e acolhedora de tudo e de todos. Ou seja, o discípulo de Cristo é aquela pessoa capaz de incluir todas as outras pessoas, na sua pessoa; todas as culturas, na sua cultura; todas as religiões, na sua religião. Em outras palavras, falar novas línguas, é sermos capazes de não excluir nenhuma experiência humana da nossa própria experiência. Trata-se da necessidade de aprendermos a crescer com tudo e com todos, deixando de lado tanto o apego quanto a aversão. Além do mais, falar novas línguas é sermos capazes de romper com as nossas idéias fixas e de abandonar nossas opiniões pessoais, em nome de causas maiores; sair das nossas clausuras psíquicas, culturais e religiosas, para melhor interagir com todos os outros. Afinal, nenhuma opinião, por mais acertada que seja, contém toda a verdade e, ainda, todo ponto de vista é sempre a vista de um ponto. Logo, os discípulos de Cristo são aqueles que sabem ser flexíveis, includentes e nunca intransigentes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3º) "Se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sofrerão nenhum mal"&lt;/span&gt; - Esta imagem nos serve para mostrar que os verdadeiros discípulos de Cristo, ainda que, à semelhança de todos os outros homens e mulheres, vivam igualmente expostos aos riscos, perigos e maldades do mundo, são chamados a construir uma espécie de imunidade espiritual, uma energia nova, embasada na fé e capaz de protegê-los contra os males indesejáveis e os muitos "venenos" deste mesmo mundo. É aquilo que, na perspectiva das religiões de origem africana, é conhecido por "fechar o corpo". Esta característica é encontrada, tão somente, naqueles que aprenderam a confiar e sabem deixar-se conduzir pela força inabalável dAquele em quem depositaram a sua confiança: Deus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;4º) "Quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" &lt;/span&gt;- Trata-se aqui, da necessidade de aprendermos a utilizar nossa energia corporal e nossa presença física como fonte e instrumento de bem-estar para com todas as pessoas com quem contactamos. Assim, o verdadeiro discípulo de Cristo é aquela pessoa capaz de ser uma presença redentora na vida das outras pessoas: de leveza, serenidade, alegria, ânimo, entusiasmo, encorajamento e libertação. E isto é muitíssimo importante se levarmos em conta que, na maioria das vezes, nossa presença física junto às pessoas, não tem sido das melhores. Ao contrário, tem-se revelado pesada e portadora de inconveniências, de abusos, de maus-tratos, de más notícias, de sofrimento, de perturbação e de toda espécie de mal-estar. São Paulo já nos falava, com muita precisão, que nosso corpo é templo do Espírito Santo e instrumento para levar Deus ao mundo. Entretanto, podemos convertê-lo (e assim o temos feito) em templos de espíritos nada santos e instrumentos de tudo, menos de Deus. É chegada a hora, creio eu, de adequarmos o nosso corpo à sua finalidade original, à sua vocação divina. Oxalá que o possamos fazer, antes que seja tarde!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-1264645774853316049?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/1264645774853316049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/1264645774853316049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/05/domingo-da-ascensao-mc-16-15-20-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4335698075679623164</id><published>2009-05-16T02:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T07:23:03.664-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;VI DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 15,9-17)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;1. O texto do evangelho de João repete por nove vezes a palavra amor. Vejo, portanto, nesta particularidade, uma indicação mais do que suficiente para fazer-nos refletir sobre este tema e toda a realidade que o envolve. A questão básica é: o que é o amor? O que é amar? Trata-se, aqui, de esclarecermos, à luz da palavra de Deus, a nossa compreensão acerca do amor, a fim de que evitemos o risco de amar de qualquer jeito, pois, ao contrário do que se prega por aí, não é qualquer forma de amor que vale a pena. Precisamos fazer a coisa certa do modo certo. E, neste sentido, nada melhor do que o próprio Cristo a nos apresentar o caminho. Para início de conversa, creio que seja imprescindível uma tomada de posição bem concreta, da nossa parte, superando algumas das nossas concepções antigas e práticas muito arraigadas no que se refere ao amor, de modo geral:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1º) Precisamos tirar o amor da ótica meramente racional, do discurso, dos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;argumentos e da descrição poética.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O amor, definitivamente, não é uma declaração de amor, uma palavra bonita ou uma bela e comovente poesia que fale sobre ele. O que acontece, muitas vezes, é que a palavra acaba por ser um elemento substitutivo de uma realidade concreta que, infelizmente, não existe de verdade. É como se quiséssemos criar, somente pela força das nossas palavras, inúmeras vezes repetidas, a realidade de amor a que nos referimos. E isto não funciona, uma vez que a realidade da vida não coincide, automaticamente, com aquilo que pensamos, dizemos ou escrevemos sobre ela. Por isso, é bom que tenhamos sempre muito cuidado com as palavras de amor, tanto as que pronunciamos quanto as que ouvimos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2º) Precisamos tirar o amor da ótica meramente sentimental, do mundo das&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;emoções e das paixões.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Indiscutivelmente, é sempre muito prazeroso e arrebatador estar apaixonado e sentimentalmente envolvido por alguém ou por uma boa causa. Todavia, os sentimentos não permanecem para sempre, eles vão e vêm; são muito vulneráveis: o que sentimos hoje, podemos amanhã não mais sentir, pois, ontem já não sentíamos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3º) Precisamos colocar o amor na ótica da ação concreta, do comportamento&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e da atitude prática.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ou seja, o amor não é o que pensamos, dizemos ou sentimos sobre ele. É, antes de tudo, como nos comportamos. Depende de nós. É uma escolha concreta que fazemos, a partir de princípios e valores nos quais acreditamos, verdadeiramente, e não, a partir de sentimentos que mudam, mais cedo ou mais tarde. Deste modo, somos chamados a amar, apesar dos sentimentos e emoções e para muito além deles. Podemos até dizer que o amor é aquilo que fica quando o "amor" acaba; isto é, quando os sentimentos e a paixão inicial já não mais existem. Na verdade, é o compromisso que nos sustenta. Nesta perspectiva, o amor é um comportamento amoroso que influencia e determina o conjunto dos nossos pensamentos e sentimentos. Como dizia Santa Teresa de Ávila: "O amor é o que o amor faz".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Hoje, os especialistas no assunto não se cansam em afirmar que comportamentos geram sentimentos. Portanto, comportamentos positivos são sempre geradores de sentimentos positivos. Logo, segundo esta lógica, devemos procurar sempre fazer o que tem de ser feito, com sentimento ou não; agindo positivamente, de modo ético e correto e com base em princípios e valores nobres, mais ou menos permanentes. Se assim o fizermos, nobres sentimentos haverão de brotar e nos acompanhar; ou seja, nos tornaremos capazes de criar sentimentos até então inexistentes e de ativar outros já existentes, porém adormecidos em nós. Eis um desafio bom de se viver. Oxalá que assim seja!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4335698075679623164?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4335698075679623164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4335698075679623164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/05/vi-domingo-da-pascoa-jo-159-17-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-5855184963712183221</id><published>2009-05-07T12:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T10:26:43.888-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;V DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 15, 1-8)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. O evangelho da videira ajuda-nos a responder a questão mais importante da nossa vida: quem somos nós? Em outras palavras: quem sou eu, quem é você, de onde viemos e para onde vamos? Aliás, antes de sabermos qualquer coisa sobre o que quer que seja, precisamos ter clareza sobre os nossos pressupostos antropológicos, sobre o conceito que temos a respeito do ser humano em geral e do ser humano que somos nós, particularmente. Afinal, nada podemos conhecer se não nos conhecemos. No evangelho, Jesus aponta-nos um caminho nesta direção, dizendo-nos: "Eu sou a videira, vós sois os ramos". Nasce assim, uma antropologia totalmente nova e distinda das demais, à medida que nos faz perceber que a nossa identidade verdadeira não pode ser forjada em nós mesmos, nos outros, nas coisas ou em qualquer outro fator fora de nós. Por mais inteligentes e capazes que sejamos, não somos e nunca seremos a explicação de nós mesmos. Nada nem ninguém neste mundo tem o poder de dar-nos nossa real identidade. Só Deus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. Portanto, nesta busca imperiosa de auto-conhecimento, somos chamados a desfazer-nos das nossas falsas identidades e, ao mesmo tempo, desafiados a superar algumas das mais frequentes tentações que temos, tais como:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1ª) A tentação de achar que somos o nosso corpo físico, com a sua aparência, beleza, força, vitalidade e saúde. Ora, isso tudo tem o seu lugar e a sua importãncia. Porém, nunca é demais lembrar que o corpo muda, adoece, envelhece e morre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2ª) A tentação de achar que somos a nossa inteligência racional, nossa capacidade intelectual ou nossos conhecimentos. Ora, é muito bom saber das coisas, ter conhecimento amplo, adquirir cultura, etc. Entretanto, esta capacidade humana, por mais brilhante que seja, é sempre muito limitada. Quanto mais conhecemos, se o fazemos de verdade, mais temos a conhecer e menos satisfeitos estamos. Por isso, já dizia Sócrates: "Só sei que nada sei".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3ª) A tentação de achar que somos aquilo que sentimos. Ora, os sentimentos são, naturalmente, muitíssimo vulneráveis. Existem, hoje, de um modo e, amanhã, podem mudar totalmente ou, simplesmente, deixar de existir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4ª) A tentação de achar que somos os nossos relacionamentos. Ora, as pessoas com quem nos relacionamos, por melhores que tenham sido para nós até agora, não estão livres de cometer erros, de nos frustar, nos decepcionar, nos trair, etc., e, efetivamente, o fazem, mais cedo ou mais tarde. Além do mais, não seria nada justo, nos tornarmos reféns das pessoas com quem convivemos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão: não podemos procurar nossa identidade verdadeira e definitiva em realidades que mudam constantemente; que são hoje, não foram ontem e podem voltar a não ser amanhã. Pois, ao contrário, somos aquilo que não muda em nós; que era ontem, que é hoje e continuará a ser por todo o sempre. Somos a nossa essência espiritual, nossa ligação com a videira. Deste modo, o grande desafio da vida é o de tomarmos conhecimento do que passa para abraçarmos o que não passa. E, nesta perspectiva, o nosso corpo, nossa inteligência, nossos sentimentos e nossos relacionamentos, devem ser instrumentos à serviço desta consciência espiritual. Sendo assim, se desejamos, de fato, responder quem somos nós, a única resposta segura é: somos a nossa ligação com a videira, que é Deus. E, mais do que isto, somos a consciência que temos e a experiência prática que fazemos desta ligação.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3. Já dizia um desses homens lúcidos do nosso tempo: "Há muitas coisas em um ser humano. Porém, há nele um espaço sagrado que não pode ser atingido por nenhuma perturbação, por nenhuma dor, tristeza, calúnia ou perseguição e, nem mesmo, pela morte". Trata-se do lugar de Deus em nós, o único capaz de nos definir verdadeiramente. Aquele que carrega consigo essa consciência da presença de Deus em si, não se perturbará facilmente com coisa alguma; saberá sempre qual a sua identidade e qual o seu fundamento. E isto lhe basta. É tudo de que precisa para bem viver. Oxalá que aconteça conosco.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-5855184963712183221?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5855184963712183221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5855184963712183221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/05/v-domingo-da-pascoa-jo-15-1-8.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4754217997998709786</id><published>2009-04-28T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T15:52:00.541-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;IV DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 10, 11-18) - DIA DO BOM PASTOR.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;1. "Naquele tempo, disse Jesus: Eu sou o Bom Pastor".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A imagem do Bom Pastor, no evangelho de João, vem lembrar-nos sobre o pastor que há dentro de cada um de nós, o líder que cada qual carrega consigo. Querendo ou não, todos nós viemos ao mundo para liderar. Quem não lidera, não cumpre a sua missão, nem como ser humano e, menos ainda, como cristão. Portanto, somos chamados por Deus a ser pastores de ovelhas, a conduzir um rebanho e a ser protagonistas da nossa história, fazendo a diferença, através da nossa atitude testemunhal. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Porém, o verdadeiro líder é aquele que, antes de mais nada, aprendeu a liderar a si mesmo: seus pensamentos, sentimentos, impulsos, vontades, desejos, etc. Quem de nós é capaz de levar tudo isso sob controle? Trata-se, aqui, de sabermos que aquilo que pretendemos ser para os outros, precisamos ser, antes, para nós mesmos. E isto, por uma razão muito simples: ninguém dá o que não tem. Em outras palavras, se quero o bem dos outros, preciso estar bem comigo; se quero um mundo de paz, preciso ter um coração apaziguado; se quero colocar ordem no mundo, preciso estar em ordem. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neste sentido, o líder não é, necessariamente, o político, o empresário ou o sacerdote, como geralmente pensamos. Ao contrário, estas pessoas, via de regra, lideram pelo poder, pelo dinheiro ou pela função que ocupam; e se não tiverem cuidado, não passarão de mercenários. Afinal de contas, sabemos que é imensamente mais fácil liderar e vencer os outros do que exercer essa liderança sobre nós próprios, superando nossas muitas barreiras e limitações pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;2. "Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O verdaeiro líder é aquele que, por um lado, se conhece e, por outro, se dá a conhecer; até porque, hoje, sabemos que todo conhecimento autêntico tem como pressuposto indispensável o auto-conhecimento. Isto significa dizer que quem conhece tudo, mas não se conhece, ainda não conhece nada; é um ignorante, um analfabeto, mesmo que apresente um título de doutor. Aliás, no nosso contexto, uma pessoa pode se tornar, facilmente, um PhD, um pós-doutor, continuando a ser um analfabeto emocional, um bárbaro da subjetividade, um bruto nas coisas da alma. Portanto, o maior e mais importante investimento que alguém poderá fazer, no momento atual, não é na bolsa de valores, no mercado imobiliário ou nos ganhos da caderneta de poupança. A alma é o melhor negócio, o maior e melhor investimento. Inclusive, a médio e longo prazo, é o mais rentável também. Afinal, como indagava Jesus: "De que adinta você ganhar o mundo inteiro, se você se perdeu de si mesmo"?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;3. "Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ora, que fique bem claro, de uma vez por todas, que Deus não é propriedade privada de nenhuma religião, de nenhuma igreja. As suas ovelhas são as ovelhas de todos os currais, de todas as pastagens, de todas as tradições religiosas e, também, das que estão fora de tudo isso. Deus nunca assinou um contrato de exclusividade com nenhuma igreja. Ele se encontra em todas elas e, ao mesmo tempo, acima de todas. Nesta perspectiva, não devemos enxergar as religiões como sendo, necessariamente, opostas umas às outras. Mais acertado é aceitá-las como realidades complementares, na medida que representam o esforço do conjunto da humanidade, para chegar até Deus, por diferentes caminhos. Assim sendo, as religiões podem ser vistas como respostas, culturalmente situadas, ao chamado à felicidade, que Deus faz a todos os seres humanos, indistintamente. Porém, refiro-me, aqui, a religiões e não a seitas; pois, como o próprio nome já indica, são sectárias e caminham fora da comunhão. Para que se entenda melhor, imaginemos uma folha branca com inúmeros pontinhos pretos; cada ponto representando uma religião existente. Ora, por mais que haja pontos pretos nesta folha, a parte branca ainda é maior. Deus é sempre maior.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;4. "Todos escutarão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isto equivale a dizer que, o critério de pertença a Deus não é nossa pertença a uma dada religião, e sim, nossa atitude de escuta verdadeira à voz desse Deus que nos fala continuamente, bem como, nossa real atenção à sua presença no concreto das nossas vidas. Infelizmente, vivemos num tempo em que se perdeu a escuta, o silêncio, a profundidade. E, como não escutamos, não compreendemos e, por não compreendermos, não interpretamos bem e, por não sabermos interpretar, transformamos a nossa vida num verdadediro caos. E, a propósito, é bom não nos esquecermos de que, na vida, a única crise intolerável é aquela que não sabemos interpretar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desse modo, não podemos jamais conhecer a fé de uma pessoa pela religião dessa pessoa ou pela explicitação externa de sua religiosidade. A fé é um dom divino que se faz acompanhar, sempre, por uma atitude testemunhal, por uma forma toda particular de ser o que somos. Recordo, agora, a resposta que deu o Dalai Lama a um repórter que lhe perguntou qual era a melhor religião. Disse ele: "A melhor religião do mundo é aquela que faz de você uma pessoa melhor".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;5. "Dou a minha vida, para depois recebê-la novamente".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O líder verdadeiro é aquele que sabe viver a harmonia dos contrários. Ou seja, sabe dar e sabe receber, abrir as mãos e fechá-las, rir e chorar, endurecer e flexibilizar, segurar e soltar, comer e jejuar, falar e calar, entregar-se e retomar-se, e assim por diante. Isto é de uma importância sem tamanho, uma vez que, na vida, quase sempre aprendemos a andar por um lado só, quando, na verdade, todos os lados são igualmente necessários. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;6. "Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A grande lição destas palavras é que, paradoxalmente, as únicas coisas que não perdemos na vida, são aquelas que doamos. No mais, todas as outras que desejamos reter e segurar conosco, nos serão tiradas, mais cedo ou mais tarde. E, por vezes, mais cedo do que mais tarde. E o segredo para se entender essa verdade, é simples: aquilo que doamos, não nos pertence mais. Logo, já não podemos perder. E isto vale para todas as coisas, inclusive, para a nossa própria vida. Portanto, se quisermos ganhar a nossa vida, precisamos ser capazes de entregá-la a uma causa, um ideal, um projeto, um sonho... a algo que seja maior do que nós mesmos. E façamos isto, antes que a morte venha e ponha tudo a perder. Será uma pena, a maior pena, a única pena!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4754217997998709786?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4754217997998709786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4754217997998709786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/04/iv-domingo-da-pascoa-jo-10-11-18-dia-do.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-7595006576664692601</id><published>2009-04-22T07:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T13:15:54.926-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;III DOMINGO DA PÁSCOA (Lc 24,35-48)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;1. "Enquanto falavam, Jesus apresentou-se no meio deles". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Estas palavras nos mostram que o lugar de Deus não é um lugar à parte, separado do nosso lugar; a ação de Deus não se dá fora da nossa ação; a palavra de Deus não está distante da palavra que dizemos. Ao contrário, Deus se mistura conosco o tempo todo. Ele entra nas nossas vidas, exatamente, onde estamos vivendo; fala-nos quando estamos falando. Ou seja, Deus não exige, a princípio, que mudemos nada na nossa vida, uma vez que o mais importante não é o que dizemos ou fazemos, e sim, o modo como dizemos e fazemos todas as coisas. Isto é, valem a percepção e a consciência que temos de tudo quanto realizamos. Na verdade, não existe uma atividade humana mais digna ou mais importante do que outra. Todas elas têm o seu valor. O que pode fazer a diferença é o modo com que fazemos aquilo que fazemos, a atitude interior que nos acompanha em cada coisa feita. Assim, Deus é aquele que se faz presente em nosso meio, independentemente do lugar em que estamos e das ações que desenvolvemos. Afinal, tudo pode ser divino, inclusive, nossas ações mais simples, rotineiras e aparentemente insignificantes. Como dizia uma mente lúcida dos nossos tempos: "A ação de uma dona de casa, ao lavar pratos e panelas numa pia de cozinha da sua casa, pode ser tão sagrada quanto a ação de uma sacerdote, ao oferecer o santo sacrifício de uma missa no altar de uma igreja".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;2. "Enquanto falavam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vemos que Jesus só interrompe a conversa dos discípulos para oferecer-lhes a paz, algo de extrema importância à vida deles e de todos nós. Isso, talvez, nos queira indicar que, só vale a pena nos aproximarmos das pessoas, abordá-las ou dizer alguma coisa para elas, se tivermos algo de bom para oferecer-lhes, uma boa palavra a dizer-lhes. Caso contrário, melhor será que permaneçamos calados. Como alguém já dizia: "Só devemos falar quando tivermos a certeza de que a nossa palavra é melhor do que o silêncio". Afinal de contas, não temos o direito de acrescentar sofrimento ao sofrimento que já existe.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3. "Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;um fantasma".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Isso nos revela a dificuldade que temos em ver as coisas e as pessoas como elas realmente são. Em geral, as vemos como nós estamos e, facilmente, nos projetamos nelas. Daí, a necessidade urgente de estarmos sempre bem, o melhor possível, para vermos tudo com mais clareza. Além do mais, também temos imensa dificuldade em enxergar o lado positivo de todas as coisas. Vivemos terrivelmente condicionados a ver sempre o pior de tudo, interpretando quase todos os acontecimentos da vida pelo seu lado negativo. Ora, já é tempo de sabermos que todas as coisas que existem são passíveis de muitas interpretações. Logo, saibamos escolher as melhores delas. Certamente, não perderemos nada com isso e melhoraremos substancialmente a qualidade das nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;4. "Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu mesmo". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vemos aqui que o ressuscitado tem uma identidade corporal, psíquica e espiritual. Ou seja, o ser humano Jesus, mesmo tendo sido morto e sepultado, não deixou de existir e nem deixou de apresentar, no seu corpo ressuscitado, as marcas da sua existência. Aliás, ninguém deixa de ser o que é, somente pelo fato de ter passado pela experiência da morte. A morte não tem o poder de destruir aquilo que somos nós, essencialmente. Depois da morte, continuamos a viver. É verdade que continuaremos num estado de vida totalmente novo, a vida dos ressuscitados. Entretanto, seremos nós mesmos e não outras pessoas; carregaremos, a exemplo do Cristo ressuscitado, as marcas que a existência, no passar dos anos, nos imprimiu. Numa comparação, podemos dizer que somos como o espaço interno de uma casa. Com o passar do tempo, muitas reformas podem ser empreendidas nessa casa, modificando sua apresentação externa, sua estrutura, a disposição dos seus cômodos, etc. Todavia, depois de cada nova reforma, sempre ficarão, com maior ou menor presença, marcas e resquícios da construção original. Porém, o mais importante de tudo é sabermos que o espaço interno permanece inalterado. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;5. "Eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;A mensagem destas palavras é clara: quando estamos muito envolvidos emocionalmente, em geral, perdemos o senso real das coisas. Nesta perspectiva, já nos diziam os nossos irmãos orientais que "nunca devemos tomar nenhuma decisão importante quando estivermos muito emocionados", sejam quais forem as emoções, tanto positivas quanto negativas. Sendo assim, o melhor que temos a fazer é deixar baixar a poeira, tomar uma certa distância daquilo que nos acende as emoções, para ver tudo com maior e melhor lucidez. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;6. "Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ora, é sempre em torno de uma mesa de refeição que nós nos aproximamos mais uns dos outros, quebramos a frieza das relações, aparamos arestas, nos conhecemos e nos reconhecemos mais e melhor uns aos outros. Foi isto, precisamente, que aconteceu entre Jesus e seus discípulos. Portanto, nunca rejeitemos as oportunidades de tomar parte numa refeição, de comer alguma coisa com alguém, de participar de algum convívio em torno de uma mesa, ainda que a comida não coincida com o nosso prato preferido ou não esteja muito ao gosto do nosso paladar habitual. São oportunidades únicas que, se bem aproveitadas, podem imprimir mais qualidade às nossas relações e mudar o rumo da nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;7. "Então, Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as escrituras". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Isto quer dizer que não basta, ao ser humano, ser inteligente, ter cultura, ou manter-se bem informado. É fundamental ter uma inteligência aberta, uma cabeça boa, um espírito sensível e atento frente à realidade. Ou seja, cada vez mais, precisamos de sabedoria e não apenas de cultura, uma vez que os cultos podem conhecer muitas coisas, mas somente os sábios é que são capazes de conhecer o essencial imprescindível. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-7595006576664692601?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/7595006576664692601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/7595006576664692601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/04/iii-domingo-da-pascoa-lc-2435-48-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-886601569020226159</id><published>2009-04-15T06:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T00:38:51.530-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;II DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 20, 19-31)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O texto do evangelho de hoje mostra-nos a difícil caminhada dos discípulos para contemplar o Cristo Ressuscitado. Foi um árduo aprendizado, de erro em erro. É, portanto, um retrato de todos nós, da nossa caminhada, das muitas dificuldades que temos e dos inúmeros erros que cometemos em busca de melhores dias, de felicidade, de ressurreição.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro erro dos discípulos: Acreditar que fechando-se em casa, retirando-se do mundo e isolando-se, estão seguros e protegidos de ameaças e perigos externos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida mostra-nos que todos somos igualmente vulneráveis. Não é suficiente trancar-se, esconder-se, isolar-se ou, mesmo, armar-se contra o mundo que nos parece ameaçar. Os altos investimentos nos mais sofisticados aparatos e mecanismos de segurança, apresentam-se insuficientes, quando não, totalmente ineficazes, uma verdadeira ilusão. Hoje, paradoxalmente, vemos carros-fortes sendo violados, condomínios fechados sendo assaltados, postos policiais sendo tomados, países armados e considerados seguros sendo aterrorizados, numa prova incontestável de que a verdadeira segurança não é só uma questão de ordem material. Numa sociedade desigual e injusta como a nossa, a maneira mais confiável de respirar uma certa segurança, a médio e longo prazo, talvez resida na nossa capacidade de compromisso real com a justiça e a paz, por meio de atitudes bem concretas, tanto pessoais quanto comunitárias. Aqui, vale lembrar as palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa, na sua homilia de Quarta-Feira de Cinzas, quando afirmava que "a crise do atual momento exige de nós a ajuda silenciosa, discreta, de pessoa para pessoa, de vizinho para vizinho, na intimidade das comunidades". Ou seja, nessa questão particular, como em todas as outras, ainda é o ser humano que faz a diferença.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Segundo erro dos discípulos: Deixarem-se escravizar pelo medo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Todos somos sabedores de que o medo faz parte do ser humano e é, por isso mesmo, um dos componentes naturais da caminhada da vida. Todos nós, indistintamente, em algum momento da nossa existência, trazemos conosco a experiência do sentimento de medo de algo ou de alguém. Até aí, nada há de anormal. O problema acontece quando o medo torna-se maior do que nós e assume dimensões desproporcionais, fugindo do nosso domínio, escapando do nosso controle e passando, por sua vez, a nos controlar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Portanto, um medo assim vivido e, ainda, por ser um dos sentimentos mais carregados de emoção, acaba por atrair até nós o seu conteúdo, transformando-o em realidade concreta. Afinal, quando se trata do ser humano, semelhante atrai semelhante, sempre. Por outro lado, está comprovado cientificamente que o medo tem o poder de acabar com as nossas defesas internas, de minar o nosso sistema imunológico, físico e espiritual, deixando-nos totalmente vulneráveis e predispostos a acolher todos os males que tememos. Alguém já dizia, acertadamente: "Se existe o demônio, seu nome é medo". O próprio Cristo advertiu os discípulos em diversas ocasiões, dizendo: "Homens de pouca fé, por que têm medo?", revelando-nos assim, que o oposto da fé não é a falta de fé, e sim, o medo. Portanto, tenhamos cuidado e permaneçamos bem atentos aos nossos medos, pois eles podem ser reveladores do quanto desconhecemos a nós próprios e, ao mesmo tempo, da necessidade imperativa de fazermos investimentos sérios e urgentes em auto-conhecimento. Quem sabe, no final das contas, mais cedo ou mais tarde, cheguemos à conclusão de que, nesse mundo, para quem tem fé, nada e ninguém poderá fazer mal algum. E, por fim, indaguemos, confiantemente, com o apóstolo Paulo: "Quem nos separará do amor de Cristo?".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Terceiro erro dos discípulos: Ver para poder acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O caminho é, precisamente, o contrário: crer para ver. Ou seja, a nossa fé tem o poder de gerar novas realidades, o potencial criador e criativo de transformar tudo, de fazer coisas novas e fazer novas todas as coisas. Afinal, não somos o que pensamos, dizemos, sentimos ou fazemos. Somos, sobretudo, o que acreditamos. É a fé, antes de mais nada, quem nos pode definir e qualificar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Hoje, fala-se em três tipos de inteligência: a racional, a emocional e a operacional, relacionandas, respectivamente, aos hemisférios esquerdo, direito e central do cérebro humano. Entretanto, esquece-se da mais importante, daquela que é anterior e, ao mesmo tempo, orientadora das demais: A inteligência espiritual ou, simplesmente, inteligência da fé. Esta é muito mais do que as palavras possam dizer, os sentimentos possam sentir ou as mãos possam operar. Encontra-se muito aquém e muito além de tudo isto. Trata-se de uma percepção interior, de uma sabedoria da alma, de uma inteligência intuitiva, acessível, tão somente, aos que forem capazes de um profundo e verdadeiro silêncio. Todavia, não falo do silêncio enquanto ausência de palavras, de ruídos ou de interlocutores. Refiro-me àquele silêncio que, na expressão de uma mente lúcida dos nossos tempos, é a "mãe de toda palavra justa", uma escuta mais apurada e qualificada das nossas demandas internas, um mergulho sincero e corajoso no interior de nós mesmos. Oxalá que nos possa acontecer isso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-886601569020226159?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/886601569020226159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/886601569020226159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/04/ii-domingo-da-pascoa-jo-20-19-31-o.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-255361893602597527</id><published>2009-04-11T06:54:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T07:03:11.157-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Queridos amigos e amigas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Por absoluta falta de tempo (afinal, são três as paróquias que tenho de assistir), não me foi possível fazer a postagem referente a este primeiro domingo de páscoa. Sinto muitíssimo e peço-lhes imensas desculpas. Procurarei não falhar mais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um grande abraço e o meu desejo de uma Feliz e Santa Páscoa!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pe. Elias.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-255361893602597527?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/255361893602597527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/255361893602597527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/04/queridos-amigos-e-amigas-por-absoluta.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-3194277350894094042</id><published>2009-04-01T12:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T14:12:43.924-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;DOMINGO DE RAMOS (Mc 15,1-39)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1. "Logo de manhã, os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciãos e os escribas e todo o Sinédrio e foram entregar Jesus a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Pilatos").&lt;/span&gt; Vê-se aqui, claramente, que a morte de Jesus é fruto de uma armação das autoridades políticas e religiosas do seu tempo. Ou seja, não é uma obra do acaso e, tampouco, um desejo proposital de Jesus, ainda que tudo o que lhe aconteceu tenha sido permitido por Deus. Jesus nunca buscou o sofrimento e a morte e, sempre que pôde, escapou deles. O que Jesus desejava, como todo ser humano, era o seu bem-estar e a sua felicidade. Em nenhum momento da sua história, apresentou-se como alguém que sentisse qualquer prazer em sofrer. Entretanto, quando o sofrimento bateu irremediavelmente à sua porta, Ele o aceitou e o enfrentou com a máxima dignidade e a plena consciência do seu significado redentor, tanto para si quanto para toda a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Assim sendo, o sofrimento de Jesus não pode e não deve ser usado, por nenhum de nós, com o propósito de confirmar nossas tendências masoquistas, ou para esconder nossa incapacidade de buscar a felicidade e o bem-estar ou, menos ainda, para encobrir o nosso medo ou covardia frente aos desafios da vida. Nunca nos esqueçamos de que, antes do Cristo dizer: "Pai, seja feita a tua vontade", Ele disse: "Pai, se possível, afasta de mim este cálice". Tais palavras são, para nós, sinais indicativos de que devemos sempre lutar contra a dor e o sofrimento e, somente, quando estes nos forem inevitáveis, devemos acolhê-los com resignação e, depois, procurar transmutá-los, lançando sobre eles um olhar positivo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;2. Na narrativa da Paixão de Jesus, encontramos, naturalmente, algumas figuras bíblicas que nos ajudam a alcançar uma melhor compreensão sobre nós mesmos. Afinal, todas as personagens das sagradas escrituras são figuras arquetípicas, representativas do conjunto da humanidade e de cada um de nós em particular. Vejamos algumas delas:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;PILATOS - ("Então Pilatos, querendo contentar a multidão, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;entregou Jesus para ser crucificado").&lt;/span&gt; Vemos que a decisão de Pilatos a respeito de Jesus foi motivada, sobretudo, pelo desejo de agradar à multidão. Seu maior erro foi não dar ouvidos à sua voz interior, à voz da sua consciência, deixando-se levar pelo grito das pessoas que pediam a crucifixão de Jesus. Isso significa que, quando escolhemos viver só para atender às espectativas alheias ou para agradar as pessoas, ignorando a nós mesmos e as nossas verdades internas, erramos brutalmente. Afinal, o que é o pecado, senão a infidelidade de cada um a si próprio? Trata-se aqui, portanto, da necessidade imperiosa de superarmos o nível fácil e tentador dos aplausos e das vaias, da aprovação ou desaprovação dos outros, e passarmos a viver  a partir das nossas motivações interiores, da nossa consciência e dos valores nos quais acreditamos verdadeiramente. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Por outro lado, a mensagem do evangelho torna-se clara, quando nos faz entender que a razão nem sempre está com o povo, com as maiorias, com as multidões. Ou seja, a voz de Deus não coincide, obrigatoriamente, com a voz do povo, conforme o dizer popular. Por vezes, dá-se o contrário: a razão pode ser encontrada numa motivação individual sincera, numa consciência reta, num coração inocente ou numa intuição solitária. Assim, quando alguém nos disser: "A rua está cheia disso" ou "o povo só fala naquilo", tenhamos mais cuidado, desconfiemos inicialmente e procuremos conhecer melhor tais coisas de que nos falam, antes de tomá-las como verdadeiras. Afinal de contas, sabemos que os grandes vultos da história da humanidade e as pessoas de maior influência no mundo, foram, quase sempre, presenças solitárias; homens e mulheres que nadaram contra as fortes e, por vezes, inquebrantáveis correntes do senso comum das suas respectivas épocas. Então, resta-nos ser sinceros e não temer caminhar sozinhos, pois, como afirmava uma voz lúcida que um dia escutei: "Um justo, um só justo, em meio aos seus muitos vizinhos, já é maioria de um".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;BARRABÁS - ("Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado").&lt;/span&gt; Barrabás torna-se, na perspectiva do evangelho, o esteriótipo do bandido, do criminoso, do homem culpado, condenado a pagar pelos seus erros e que foi libertado injustamente. Quanto a Jesus, este é, por excelência, a personificação do homem inocente que foi condenado injustamente. Ambos, são postos diante da multidão - de ontem e de hoje - e, também, diante de cada um de nós, para que façamos a nossa escolha. Ambas as realidades, a do bandido e a do inocente, carregamos conosco, bem dentro de nós, e clamam, igualmente, por liberdade. Por quem optaremos? Qual deles iremos libertar: Barrabás ou Jesus? Nosso lado criminoso ou nosso lado inocente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Lembrei-me, agora, daquela conversa que, segundo me contaram, uma anciã indígena tivera com um dos seus netos: Dizia ela: "Dentro de mim há dois lobos que se enfrentam numa luta constante. Um deles, feroz e violento; o outro, manso e dócil". O neto, então, pergunta-lhe: "Vó, e qual dos dois vence essa luta"? Ao que a mulher responde, prontamente: "Vence o que eu alimentar mais". Conclusão: Somos aquilo que mais elimentamos em nós. Se alimentarmos a violência, seremos violentos; se alimentarmos a docilidade, seremos dóceis. Trata-se, aqui, de fazermos valer, a cada instante da nossa vida, através das nossas atitudes concretas, a força da graça original ou a força do pecado original, a face do Jesus ou do Barrabás que temos e que somos. Afinal, a mesma mão que bate é a que pode afagar. A escolha é nossa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;SIMÃO DE CIRENE - ("Requisitaram, para lhe levar a cruz, um homem que&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;passava, vindo do campo").&lt;/span&gt; Os evangelhos nos dizem que Simão de Cirene foi um homem tomado à força e obrigado, pelos soldados, a ajudar Jesus a carregar a cruz. Entretanto, tal ajuda fez-se sentir, apenas, por um brevíssimo espaço de tempo, após o qual, a cruz é devolvida aos ombros de Jesus. Com isso, a figura do Cirineu é aquela que, na perspectiva da mensagem evangélica, nos devolve a nós mesmos, à nossa missão, à nossa tarefa, à nossa dor, ao nosso sofrimento, à nossa cruz, afinal. Cada qual tem um sofrimento a sofrer, uma cruz a carregar; e ninguém, absolutamente, o poderá fazer por ninguém. São realidades únicas e intransferíveis. Trata-se, aqui, da necessidade de nos reconhecermos como seres solitários; de sabermos, de uma vez por todas, que as experiências mais dolorosas e sofridas da vida, viveremos sozinhos. Poderemos, eventualmente, até contar com a presença de pessoas muito queridas ao nosso lado, segurando-nos as mãos, ajudando-nos numa coisa e outra e aliviando-nos um pouco do peso da nossa cruz. Todavia, a dor continuará a ser a nossa dor e a cruz seguirá sendo a nossa cruz.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;E, a propósito disto, gostaria de citar uma passagem que Victor Frankl, um médico austríaco que esteve preso por três anos num campo de concentração da 2ª Guerra, escreveu numa das suas famosas obras. Segundo ele, certa vez encontrou um colega de prisão tentanto suicídio. Perguntou-lhe espantado: "Por quê você quer morrer"? O colega respondeu-lhe: "Porque já não espero mais nada dessa vida". E o Frankl, numa tirada divina, disse-lhe: "Mas, saiba que a vida sempre espera algo de você". Essa é uma grande verdade da qual não podemos fugir: A vida sempre espera algo de nós; algo que é somente nosso e que nenhuma outra pessoa possui igual, ainda que seja a nossa dor, nossa enfermidade, nosso sofrimento, nossa cruz. Estamos, então, paradoxalmente, diante de um terrível e maravilhoso desafio, qual seja: Ser dignos do nosso sofrimento, da nossa cruz, do nosso destino, da nossa unicidade. Essa poderá ser a nossa mais valiosa e, quem sabe, indispensável contribuição para com a vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-3194277350894094042?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/3194277350894094042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/3194277350894094042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/04/domingo-de-ramos-mc-151-39-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-4560385901585682635</id><published>2009-03-23T11:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T02:26:36.709-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;V DOMINGO DA QUARESMA (Jo 12,20-33)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1. "Filipe e André conduziram até Jesus alguns gregos que gostariam de conhecê-lo"&lt;/span&gt; - Sabemos que os seres humanos são, por natureza, carentes de mediações e de mediadores, de coisas e de pessoas que os ajudem a chegar a outras coisas e a outras pessoas. Nesse sentido, tudo na vida está ligado a tudo e tudo está em evolução contínua. Ou seja, o que fazemos agora nos prepara ou não para o que temos de fazer depois; os nossos relacionamentos de hoje, nos abrem ou nos fecham as portas para os de amanhã. Na verdade, por mais que desejemos fazer as coisas de forma rápida, imediata e direta, temos sempre que superar obstáculos, cumprir etapas e aprender a lidar com muitos e diversos meios para alcançar os fins almejados. Aliás, eu desconfio, sinceramente, de que não estamos aqui na terra para alcançar fins determinados, e sim, para sermos felizes no meio do caminho, no aqui e agora da vida, com o que dispomos neste exato momento da nossa existência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vejam esse exemplo, de algo que me aconteceu: Certa vez, eu viajei de Crato a Fortaleza (530kms) para resolver uma questão do Centro Social da paróquia em que estava como pároco, junto a um órgão do governo federal. Lembro-me de que somente dispunha de um dia para tentar resolver tudo e voltar à minha terra. Carregava comigo um certo temor, pelo fato de não conhecer ninguém daquela entidade com quem eu pudesse falar e, quem sabe, por esse meio, agilizar o processo. Chegando ao balcão de atendimento, qual não foi a minha surpresa quando o funcionário olhou-me e cumprimentou-me com um largo sorriso no rosto, enquanto foi logo dizendo que já me conhecia e que me era eternamente grato por eu ter visitado a senhora sua mãe, no momento em que ficou viúva, anos atrás, em Crato. Na sequência, ouviu a minha questão e, logo, conduziu-me ao seu chefe. A verdade é que, em menos de uma hora, tudo já estava resolvido e pude voltar para casa, conforme o planejado. Melhor não podia ter sido. Conclusão: Precisamos fazer bem todas as coisas que temos para fazer hoje e precisamos tratar bem todas as pessoas com quem nos relacionamos a cada momento. Afinal, elas poderão ser pontes que nos ligarão a outras coisas e a outras pessoas, num futuro próximo da nossa caminhada, na hora que mais necessitarmos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2. Jesus fala da sua morte, dizendo:"Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;glorificado".&lt;/span&gt; Aqui, temos, nas palavras de Jesus, uma nova compreensão sobre a morte. Ou seja, a morte deixa de ser uma tragédia, algo absurdo e indesejável ou o fim de tudo e passa a ser uma necessidade imperativa, uma condição sem a qual o ser humano não se realiza. Neste sentido, a morte passa a ser um meio indispensável e insubstituível para realizar o verdadeiro propósito da vida. Assim, permitir que as pessoas morram, ao chegar a sua hora, é uma das maiores expressões de amor para com elas. Igualmente, aceitar a nossa própria morte é o maior gesto de amor para conosco, uma vez que, somente com a morte, é que alcançaremos plenitude, glorificação e frutificação, seguindo o exemplo do grão de trigo caído na terra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3. "Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta da sua vida neste&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mundo, conserva-la-á para a vida eterna".&lt;/span&gt; Aqui, Jesus nos faz um alerta bastante contundente sobre a tentação muito humana do apego. E a razão para tal, é a seguinte: Nessa vida, tudo muda a cada instante, tudo passa rapidamente. Logo, o segredo da felicidade para nós, é aprendermos a mudar com o que muda, passar com o que passa e abrir-nos para a novidade de cada momento. Só assim, poderemos, quem sabe, conhecer e criar espaço, em nossas vidas, para o que permanece realmente. A questão, na prática, é: Estamos preparados para as mudanças na nossa vida? Vocês, os casados, estão preparados para perder o marido ou a esposa, ou os filhos? Vocês, os saudáveis, estão preparados para uma grave doença? Vocês, os ricos, já estão a contar com a possibilidade de perder tudo o que têm? O fato é que, quase nunca, nos preparamos para as mudanças radicais e, por isso mesmo, é que sofremos tanto, quando elas batem à nossa porta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aqui, compreendemos a sabedoria dos antigos que diz: "Se queres a paz, prepara-te para a guerra". Ou seja, devemos sempre fazer algo, nos preparando para o seu oposto, uma vez que, mais cedo ou mais tarde (por vezes, mais cedo do que mais tarde) tudo mudará. Jesus nos pede que não nos apeguemos a nada e a ninguém. Todavia, o desapego não é algo que acontece por livre e espontânea geração; ele é fruto de um treinamento, de um exercício. Trata-se da gente aprender a nadar antes de cair nas águas violentas de um rio; pois, se acontecer de cairmos nelas antes desse aprendizado, será muito difício sair de lá com vida. E, infelizmente, é isto que nos têm acontecido, via de regra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;4. "O que direi? Pai, Livra-me desta hora? Mas, foi precisamente para esta hora que eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; vim".&lt;/span&gt; Com estas palavras, Jesus nos ajuda a compreender, de uma vez por todas, a nossa tarefa no mundo. Não estamos aqui para nos livrar do sofrimento, da dor e da morte, e sim, para aprender com eles. Assim como, não estamos aqui para tapar todos os buracos de todas as estradas por onde passamos, e sim, para passar bem pelas estradas, apesar dos seus muitos buracos e, talvez, por causa deles mesmos. Na vida, sempre haverá estradas esburacadas à nossa frente. Como passamos por elas, depende de nós. E aqui reside o sentido de toda a caminhada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As dificuldades da vida existem para todos e em todos os setores, a fim de que possamos desenvolver os nossos potenciais e a nossa sabedoria, em busca de superação. Logo, ao invés de dizermos: "Pai, livra-me dessa hora", diremos, conscientemente: "Pai, glorifica o teu nome".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;5. "É agora o julgamento deste mundo".&lt;/span&gt; Jesus aqui nos adverte quanto à importância do momento presente, e não do passado ou do futuro. Tudo de que dispomos na nossa vida, é esse momento. Portanto, o que tivermos de fazer precisamos fazer agora. Fora do agora não há felicidade possível. Isto significa dizer que, o momento atual não é, simplesmente, um meio para se chegar a um fim; ele já é um fim em si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Esta mensagem é extremamente oportuna para aqueles de nós que costumamos adiar sempre a nossa felicidade para um tempo num futuro próximo ou distante: amanhã, semana que vem, no outro mês, no outro ano, quando eu terminar meu curso, quando meus filhos crescerem, quando o salário melhorar, quando esta crise acabar, etc. Ora, preciso ser feliz agora e somente agora, ainda que meu curso não tenha acabado, que meus filhos sejam pequenos, que meu salário seja baixo e que as crises da vida insistam em bater à minha porta. Afinal, ninguém se engane: amanhã poderá ser tarde demais. Como dizia um grande sábio: "Amanhã ou a eternidade? Nunca se sabe o que vem primeiro". Portanto, apostemos no hoje.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-4560385901585682635?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4560385901585682635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/4560385901585682635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/03/v-domingo-da-quaresma-jo-1220-33-1.html' title=''/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-6378669437837591995</id><published>2009-03-17T09:40:00.001-07:00</published><updated>2009-03-18T14:23:48.873-07:00</updated><title type='text'>PISTAS PARA HOMILIA - Jo 3,14-21</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;IV DOMINGO DA QUARESMA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O evangelho de João 3,14-21 convida-nos a reflerir sobre alguns temas essenciais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1º) Amor&lt;/span&gt; ("Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigênito") - Temos aqui, quem sabe, a verdadeira definição de amor, que contrasta com as nossas em geral. Geralmente, amamos retendo e segurando sob nosso domínio as pessoas que dizemos amar. Deus ama liberando, enviando, permitindo, soltando as pessoas. O verdadeiro amor é aquele que liberta; só se constrói na liberdade. Na verdade, isso é muito lógico, pois nunca saberei se alguém me ama de facto, se o mantenho o tempo inteiro sob o meu controlo, sob minhas rédeas. Muitas vezes, controladas por nós, as pessoas serão apenas o que esperamos delas. Entretanto, em liberdade, e somente assim, poderão ser elas mesmas. Outro dia ouvi alguém dizer que "amor não são pessoas que se olham entre si, e sim, pessoas que olham numa mesma direção. Devemos, então, não somente permitir que as pessoas sejam livres, como também, estimulá-las (enviá-las) à liberdade. Aliás, tenho pra mim que, no momento da morte, temos imensa dificuldade em soltar as pessoas, talvez porque, exactamente, não o fizemos em vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2º) Eternidade&lt;/span&gt; ("Deus enviou seu Filho para que todo aquele que acredita n´Ele não pereça, mas tenha a vida eterna") - Temos aqui uma outra definição de vida eterna que, também, se contrapõe às nossas concepções e expectativas mais comuns. A vida eterna não é, simplesmente, uma experiência para o além, para um futuro distante, ou algo que nos espera depois da morte. Tampouco se trata de uma vida que seja negação da nossa vida terrena ou das coisas que aqui experimentamos. Ao contrário, a eternidade é um modo de se viver a provisoriedade; ou seja, é uma provisoriedade bem vivida. Em outras palavras, podemos dizer que o céu se constrói na terra, o amanhã no hoje, o depois no agora. Um grande líder espiritual do Oriente já dizia: "Se queres saber sobre o teu futuro, olha para o teu presente". Isso significa que, nada do que fazemos hoje está fora da nossa eternidade. O que pensamos, sentimos, dizemos, realizamos, etc, na nossa vida diária, é o que estamos a eternizar. Logo, devemos ter bastante cuidado e atenção sobre o nosso modo de viver a vida. Nada deixa de existir nunca. Tudo que criamos, de bom ou de ruím, tende a permanecer para sempre. No máximo, pode sofrer alguma transformação, mas, não se extinguir. Um dia, mais cedo ou mais tarde, teremos de nos confrontar com o que fizemos de nós, com a nossa verdade (ou mentira). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Vocês conhecem aquela estória do louco que escrevia uma carta no seu quarto, quando o médico de plantão por ali passou e perguntou-lhe: "Para quem é esta carta?" Resposta: "Para mim mesmo". O médico insiste: "E o que é que está escrito aí?" O louco responde: "Sei lá, eu não recebi ainda". Assim é a eternidade. É como receber uma carta que já escrevemos para nós mesmos, num passado recente ou remoto (ou os dois) da nossa existência.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3º) O binômio salvação-condenação&lt;/span&gt; ("Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele") - Isso vem acabar, de uma vez por todas, com uma imagem equivocada de Deus que, em geral, trazemos connosco: a de um juíz implacável que julga e condena. Ora, Deus não existe para condenar. Condenação ou salvação é, também, uma construção da liberdade humana. Por mais limitados que sejamos, somos livres para escolher nosso caminho, para um lado ou para o outro, para frente ou para trás, ou para lado nenhum. Entretanto, para o bem ou para o mal, sempre teremos de assumir as consequências das nossas escolhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Nesse sentido, alguém poderá objetar: "Mas, eu não escolhi meus pais, meus padrinhos, minha família, meu corpo, minha origem, minha cor, etc. Isso é verdade. Porém, posso escolher a maneira de me relacionar com tudo isso que tenho e que sou, a maneira de fazer deles o melhor ou o pior para mim. Assim, o grande desafio da vida é passarmos de uma existência perdida para uma existência escolhida, onde acolhemos tudo o que nos acontece e escolhemos a melhor maneira de interpretá-lo. E não nos esqueçamos de que uma mesma pedra pode ser pedra de tropeço ou pedra de edificação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;4º) Fé&lt;/span&gt; ( "Quem acredita n´Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado") - Entra aqui a importância da Fé, como elemento imperativo na definição de um verdadeiro ser humano. Neste particular, as ciências mais recentes se fazem coincidir com a espiritualidade. Sabe-se hoje, até por simples observação, que o ser humano não é o que pensa ou sente ou mesmo faz. Ele é o que acredita. Pensamentos, sentimentos e ecções estão sempre subordinadas ao que acreditamos e mudam se mudamos a nossa crença. Sendo assim, somos o que acreditamos. Evidentemente, não estamos aqui a falar de uma fé sobrenatural, e sim, de uma fé natural, humana. Entretanto, é por meio de uma que alcançaremos a outra. Afinal, não basta acreditar em Deus (os demônios também acreditam); é preciso que acreditemos em nós mesmos. Da mesma forma que não se pode subir uma escada pelos degraus de cima. A psicologia oriental nos diz que, tanto estamos certos quando acreditamos que podemos, como estamos certos quando acreditamos que não podemos. O objeto da nossa fé, seja ele positivo ou negativo, tende sempre a produzir resultado. Todavia, logo se vê que esse é um tema pra muita conversa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;5º) Verdade&lt;/span&gt; ("Quem pratica a verdade aproxima-se da luz") - O que é a verdade? Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". E quando Pilatos pergunta-lhe o que é a verdade, Jesus oferece-lhe o seu silêncio como resposta. Esta palavra e atitude de Jesus, respectivamente, nos fazem entender, de cara, que a verdade não é, simplesmente, uma palavra, uma idéia, um argumento satisfatório ou um discurso verdadeiro e convincente, algo que se possa dizer e já estar. A verdade é, antes de tudo, Jesus, ou seja, um ser humano verdadeiro, uma existência plena, uma vida real.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Note-se que Jesus nunca disse: "Eu tenho a verdade". E sim: "Eu sou a verdade". Como se nos quisesse dizer: "Eu sou verdadeiro, sou o que sou". Talvez, por isso mesmo, ele respeitasse profundamente a verdade dos outros, aquilo que cada pessoa trazia consigo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Aliás, entre duas pessoas que se acham donas da verdade, jamais poderá haver qualquer entendimento. Porém, entre duas pessoas verdadeiras, ainda que pensem diferentemente, a comunhão sempre será possível. Desse modo, podemos dizer que não existe e não poderá existir ninguém que seja dono da verdade, nem pessoas totalmente verdadeiras e outras totalmente falsas. Todos nós encarnamos aspectos distintos e expressamos distintamente, a única e mesma verdade, que é Deus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-6378669437837591995?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6378669437837591995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/6378669437837591995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/03/pistas-para-homilia-jo-314-21.html' title='PISTAS PARA HOMILIA - Jo 3,14-21'/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4976860385698358557.post-5005033989820126489</id><published>2009-03-13T03:31:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T03:42:00.948-07:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES HOMILÉTICAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;BLOG PRETENDE SER UM ESPAÇO ONDE PARTILHO AS MINHAS REFLEXÕES HOMILÉTICAS À LUZ DOS EVANGELHOS. DENTRO EM BREVE INICIAREI AS POSTAGENS. AGUARDEM E SEJAM TODOS BEM-VINDOS.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4976860385698358557-5005033989820126489?l=pe-elias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5005033989820126489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4976860385698358557/posts/default/5005033989820126489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pe-elias.blogspot.com/2009/03/reflexoes-homileticas.html' title='REFLEXÕES HOMILÉTICAS'/><author><name>Pe. Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06878549730628435531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_t48DjH6cl18/TCM5oZwRm4I/AAAAAAAAANs/T4H25hLAoo0/S220/Elias+1.bmp'/></author></entry></feed>
